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Julho tem a maior produção desde novembro de 2020, segundo Anfavea

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No acumulado do ano, produção de 2022 está com alta de 3,7%, mas as vendas seguem com baixa de 12%
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No acumulado do ano, produção de 2022 está com alta de 3,7%, mas as vendas seguem com baixa de 12%

Apesar da crise de abastecimentos de insumos na indústria automotiva mundial, principalmente o de semicondutores, tendo como conseqüência a paralisação momentânea de quatro fábricas ao logo do mês, julho foi o mês que teve o nível mais alto de produção desde novembro de 2020.

De acordo com a Anfavea, foram produzidas 218.950 unidades, alta de 7,5% sobre junho e de 33,4% sobre julho de 2021, quando a crise global dos semicondutores surpreendia a indústria em geral. No acumulado do ano, as 1,3 milhão de unidades produzidas já estão no mesmo patamar dos sete primeiros meses do ano passado.

“Havia, e ainda há, muitos veículos incompletos nos pátios das montadoras, apenas à espera de determinados itens eletrônicos. Eles só entram na estatística de produção quando são todo finalizados, o que vem ocorrendo com mais frequência, e isso explica essa melhora no fluxo de produção nos últimos três meses”, explicou o Presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite.

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Ainda de acordo com o executivo da entidade, há ainda restrições de insumos e logística , como mostram estas paralisações, mas a boa notícia é que em vista do ano passado, neste ano há maior recebimento de semicondutores e do que no primeiro trimestre deste ano.

Quanto às vendas, julho teve 181.994 unidades (+ 2,2% sobre o mês anterior e de +3,7% sobre julho de 2021), segundo melhor mês do ano, atrás só de maio. Mas, por dia útil, o mês teve a maior média de 2022 (8,7 mil licenciamentos diários, ante 8,5 mil de maio e junho). No acumulado, a defasagem ainda é de 12%, com 1,1 milhão de emplacamentos.

Na exportação, por sua vez, foram contabilizadas 41,9 mil autoveículos , 11,4% a menos que em julho e 76,3% a mais que em julho de 2021. No total do ano, o volume de 288 mil unidades supera em 28,7% o resultado de igual período do ano passado.

Após três meses seguidos de alta, julho teve um pequeno recuo, mas, ainda assim, está num bom patamar quando se fala em exportação e, sendo assim, merece atenção, devido à crise financeira na Argentina, cujo governo vem limitando a saída de dólares do país: a Argentina responde por 30% dos embarques de veículos nacionais.

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A boa notícia é que no início deste mês de agosto, passou a vigorar a nova etapa de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a categoria de automóveis de passageiros cuja redução de 18,5% foi para 24,75% sobre as alíquotas praticadas antes da primeira redução, do dia 1º de março.

“Agosto é um mês importante com a inclusão dos automóveis de passageiros na nova etapa do IPI , que passou a vigorar desde o início deste mês. Foi uma decisão sensata do governo federal, em especial do Ministério da Economia”, declarou Márcio de Lima Leite.

Fonte: IG CARROS

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Ainda precisamos trilhar uma longa e bela estrada

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A adoção do veículo elétrico muda a rotina dos motoristas
Thiago Garcia

A adoção do veículo elétrico muda a rotina dos motoristas

Fala, galera. Beleza? Eu amo escrever e fazer vídeo por uma razão: a interação de todos que me acompanham. Essa interação já me deu força várias vezes para continuar em momentos de dificuldades. No caso desta semana, a interação da galera me trouxe a inspiração para o texto da vez.

Foram dois contatos que recebi neste fim de semana que me fizeram lembrar o motivo de iniciar o trabalho com a mobilidade elétrica .

O primeiro me encaminhou um vídeo com o review do JAC eJS1 . Canal grande, muitos inscritos, várias visualizações, local de gravação bacana e ótima produção. Mesmo trazendo um conteúdo interessante, com muitos dados, percebi que o pessoal não tinha afinidade com a mobilidade elétrica, apresentando algumas opiniões equivocadas – algo comum para quem não conhece sobre o assunto.

Ninguém é obrigado a saber tudo, mas quando um canal profissional se dispõe a fazer a análise de um veículo, o mínimo que se espera é conhecimento básico para fundamentar a opinião.

A falta de informação adequada foi o principal motivo para criar meu canal no YouTube . Eu queria trazer a experiência do dia a dia do proprietário de um veículo elétrico, demonstrando os perrengues e dicas para pessoas que desejam embarcar na mesma aventura.

O segundo contato trouxe um questionamento sobre os motoristas de app que alugavam veículos elétricos. A dúvida dele era se realmente a “conta fechava”.

Como parte da minha rotina com o carro era exatamente trabalhar com app de transporte, minha intenção sempre foi demonstrar que a conta fecha e ainda traz muitos benefícios, tanto para o motorista quanto para os passageiros.

Esses dois pontos fizeram a ficha cair. Mesmo após mais de dois anos, muitas pessoas ainda não receberam a informação que desejo transmitir sobre o uso da mobilidade elétrica no Brasil. Ainda há muito trabalho a se fazer e um caminho longo para percorrer.

Parece repetitivo, mas o fato é que a informação atinge apenas quem busca, e faz isso com vontade. São poucas as pessoas que recebem informações sobre a mobilidade elétrica de forma orgânica. Vejo até hoje que os meus passageiros se surpreendem ao saber que estão andando em um carro elétrico.

Confesso que no início era muito mais comum a pessoa nem se dar conta. Hoje já é mais frequente notarem e rolar um comentário quando entram. O mais interessante é que as principais perguntas ainda permanecem:

  • É híbrido, né?
  • Mas é 100% elétrico?
  • Quanto tempo demora para carregar?
  • Como você faz para carregar?
  • Quanto você gasta para carregar?
  • Quanto tempo você consegue dirigir com uma carga?
  • E para viajar?
  • E se acabar a bateria?

Vejam, são perguntas de quem se imagina tendo um carro desse, tentando entender como seria a rotina .

Neste tempo que tenho meu carro elétrico, vi um desenvolvimento extraordinário da mobilidade elétrica no Brasil, e cada vez mais acelerado . Entretanto, estamos muito longe de alcançar mercados mais maduros como EUA, Europa e China.

Temos muito para avançar , inclusive em relação à comunicação . Mesmo as marcas investindo em publicidade , a maioria das pessoas não faz ideia de quão grande seria o benefício da eletrificação na rotina. Inclusive, é muito comum quem já tem um carro elétrico não saber metade do mínimo necessário para se adaptar à mudança .

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Não que seja algo de outro mundo ter um carro elétrico, mas é outra rotina. Se você já passou pela transição do manual para o automático, considere que a mudança de um carro a combustão para um elétrico é 10 vezes maior e 100 vezes mais prazerosa.

O fato é que a mobilidade elétrica precisa tomar corpo. Isso não acontecerá somente com a oferta de veículos no mercado. Os consumidores precisam buscar, desejar e, principalmente, adquirir. Ninguém compra algo que não precise ou deseje, muito menos que não saiba da existência.

Inclusive hoje busquei uma passageira que trabalha em uma seguradora e aproveitei para questionar sobre a aceitação dos veículos elétricos na cobertura. Ela me respondeu que a maioria dos carros sequer está relacionada para cálculo e aprovação automática. Dependem de aprovação manual.

Conversamos muito sobre o assunto e o desconhecimento das seguradoras sobre as mudanças de hábitos que geralmente um veículo elétrico pode trazer na forma de condução do motorista, tornando-a mais segura. No final das contas, uma pessoa que está habituada a trabalhar com diversos veículos não notou que estava sendo transportada exatamente por um veículo elétrico.

Em resumo, mesmo com tantas publicações e materiais feitos pelas montadoras e pela imprensa sobre o advento da mobilidade elétrica, muitos ainda veem como o futuro, não como algo atingível nos dias atuais. Preciso me incluir no rol de comunicadores que ainda não conseguiram “furar a bolha”.

Então, meu caro leitor, conto com sua colaboração para espalharmos a palavra. Chegou a hora de pararmos de pregar para os evangelizados e começar a conquistar os corações pagãos para a mobilidade elétrica.

Até mais.

Fonte: IG CARROS

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