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UFR discute implantação de banheiros sem identificação de gênero
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A comunidade acadêmica da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) se em reuniu assembleia na tarde da última quarta-feira (8) para debater a implantação de banheiros sem a identificação de gênero no interior do prédio da instituição de ensino superior. A medida visa combater o racismo e o preconceito de gênero e é vista como um avanço no sentido de tornar a UFR mais inclusiva.
A assembleia foi convocada pela professora Beatriz Oliveira Feitosa, representante do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICCHS) junto ao Conselho Superior Universitário (Consuni), após a adoção dos banheiros sem identificação de gênero ser questionada por um dos conselheiros. “Nós estávamos avaliando uma minuta (de Resolução) no Consuni quando a criação dos banheiros sem identificação de gênero foi questionada. Aí eu decidi pedir vistas e convocar a comunidade acadêmica para tomarmos uma posição definitiva no sentido de tornarmos a nossa universidade, que está nascendo agora, numa universidade inclusiva”, explicou a docente.
Uma das componentes da mesa de condução da assembleia, a professora Priscila Scudder, coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi), esclareceu que a adoção dos banheiros sem identificação de gênero é uma medida para aplicar leis já existentes. “A minuta é aberta citando 12 artigos de lei, decretos e resoluções. Para mim, isso é muito simbólico, é um sinal da preocupação que a comissão teve de apontar os preceitos legais da Resolução”, defendeu.
Na prática, a adoção dos banheiros sem a identificação de gênero, que se somariam aos banheiros masculinos e femininos já existentes, serviria para o uso das pessoas de qualquer identificação sexual, mas obviamente seria mais usado pelas pessoas do público LGBTQIA+.
Com a presença de representantes de professores, da Reitoria, de estudantes e técnicos, além de representantes da comunidade LGBTQIA+, a criação dos banheiros sem a identificação de gênero foi aprovada por unanimidade.
Por: Denilson Paredes
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Jornalistas se reúnem em Rondonópolis para discutir os desafios da profissão e fortalecer a categoria
Encontro reuniu profissionais experientes, novos jornalistas, universidade e sindicato e colocou em pauta a criação de uma subsede do SINDJOR-MT no município
Quem vive de notícia sabe: o jornalismo mudou — e mudou muito.
Do tempo em que rádio, jornal impresso e televisão eram as principais vitrines da informação à velocidade dos portais, celulares e redes sociais, a forma de produzir e consumir notícias se transformou completamente. Mas uma coisa continua a mesma: por trás de cada informação existe um profissional responsável por apurar, conferir, ouvir os envolvidos e colocar o próprio nome naquilo que publica.

Cerca de trinta jornalistas e comunicadores estiveram presentes
Foi dessa realidade que jornalistas de diferentes gerações se reuniram em Rondonópolis para conversar sobre o presente e, principalmente, sobre os caminhos que a profissão precisa seguir daqui para frente.
Uma palestra que aproximou quem já acumula décadas de experiência de quem está chegando agora ao mercado. Entre os participantes estavam o professor Lawrenberg Advíncula, coordenador do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat); o jornalista Lucas Perrone, um dos profissionais com longa trajetória na imprensa e que compartilhou experiências vividas ao longo da carreira, especialmente os desafios enfrentados por quem trabalha na imprensa local; além de Itamar Perenha, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (SINDJOR-MT).
Durante a conversa, outros profissionais fizeram uso da palavra e ajudaram a construir o debate. Eduardo Ramos, Marcelo Marreta, Isabel Torres, Débora Camila, Edileusa e William Moreira compartilharam experiências, lembranças e diferentes momentos de suas trajetórias no jornalismo.
De um lado estavam os veteranos, do outro estavam os “focas” — expressão tradicionalmente utilizada no jornalismo para identificar aqueles que estão dando os primeiros passos na profissão.
EXPERIÊNCIA E NOVOS CAMINHOS
Mais do que falar sobre as mudanças tecnológicas, o encontro mostrou a importância de aproximar profissionais que, apesar de estarem em momentos diferentes da carreira, enfrentam muitos dos mesmos desafios.
A rotina mudou. As ferramentas mudaram. A velocidade aumentou. Mas a responsabilidade de informar continua sendo uma das principais marcas da profissão.
E foi justamente dessa aproximação entre diferentes gerações que surgiu uma proposta concreta: a criação de uma subsede do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso em Rondonópolis.
A ideia encabeçada por Cristóvão Alves Rossana Arruda e Macsuel é aproximar ainda mais o SINDJOR-MT dos profissionais que atuam no município e na região, criando um espaço de representação mais próximo da realidade enfrentada pelos jornalistas do interior.
Para quem está começando, significa ter mais proximidade com a entidade que representa a categoria. Para quem já está na estrada há anos, representa a possibilidade de fortalecer uma estrutura de organização profissional construída ao longo do tempo.
No fim das contas, o encontro mostrou que, independentemente de quando cada um começou no jornalismo, existe algo que continua unindo todas essas gerações: a vontade de contar histórias, levar informação à sociedade e defender a importância de um jornalismo responsável e próximo das pessoas.
A proposta de aproximação entre sindicato e profissionais de Rondonópolis agora abre um novo capítulo para a categoria no município e na região.
