Eleições em Rondonópolis
RONDONÓPOLIS DIANTE DE UMA ESCOLHA QUE VAI MUITO ALÉM DO VOTO
Cidades
A eleição de 2026 começa a ganhar um rosto mais definido em Mato Grosso. E, para Rondonópolis, a disputa promete ser especialmente importante.
Não apenas pela quantidade de candidatos da cidade, mas porque o eleitor terá diante de si uma decisão que pode mudar o tamanho da representação política do município nos próximos quatro anos.
Quem já tem mandato vai tentar permanecer. Quem está fora vai tentar chegar. E quem hoje ocupa uma cadeira na Câmara Municipal vai deixar a disputa proporcional local para buscar um espaço na Assembleia Legislativa ou no Congresso Nacional.
É uma mudança de patamar — e também uma hora de prestar atenção.
QUEM JÁ ESTÁ NA POLÍTICA E QUEM QUER CHEGAR
Na Assembleia Legislativa, Rondonópolis terá nomes que já conhecem o caminho do Legislativo estadual e vão tentar continuar no cargo.
Entre eles estão Nininho, Thiago Silva e Sebastião Rezende, que buscam a reeleição. Também aparece na disputa o ex-deputado Gilmar Fabris, tentando retornar à Assembleia.
Mas a eleição também abre espaço para uma nova geração de candidatos.
E é aí que entram dois nomes que atualmente ocupam cadeiras na Câmara Municipal de Rondonópolis: Júnior Mendonça e Luciana Horta.
Os dois vereadores decidiram colocar seus nomes à disposição para disputar uma cadeira de deputado estadual.
Na disputa pela Câmara Federal, o município também terá uma representante que atualmente exerce mandato de vereadora: Kalynka Meirelles, que busca uma vaga em Brasília.
Ela se junta ao deputado federal Rodrigo da Zaeli, que tenta a reeleição, e a outros nomes que entraram na corrida eleitoral.
Ou seja: para alguns candidatos, 2026 representa continuidade. Para outros, representa uma tentativa de subir um degrau na vida pública.
MAS O QUE ISSO MUDA PARA RONDONÓPOLIS?
Muda muita coisa.
Um deputado estadual participa das decisões da Assembleia Legislativa, vota projetos, fiscaliza o Governo do Estado e pode trabalhar pela destinação de recursos para os municípios.
Um deputado federal atua em Brasília, participa das decisões do Congresso Nacional, vota leis federais, fiscaliza o Governo Federal e também pode buscar recursos para Mato Grosso por meio de emendas parlamentares.
Por isso, quando um vereador decide disputar uma vaga estadual ou federal, não está apenas trocando de cargo.
Está pedindo ao eleitor uma confiança maior.
E essa confiança precisa ser analisada com calma.
NÃO É SÓ SOBRE QUEM PROMETE MAIS
Durante uma campanha eleitoral, é natural que apareçam discursos, propostas, vídeos, reuniões, eventos e promessas.
O problema começa quando o eleitor deixa de perguntar “o que esse candidato pode fazer?” e passa a perguntar apenas “o que eu vou ganhar?”
É aí que entra uma das partes mais delicadas de qualquer eleição: a compra de votos.
Vender ou comprar voto não é uma brincadeira.
Não é favor.
Não é ajuda.
E não é uma negociação normal entre eleitor e político.
O voto pertence ao cidadão.
Quando alguém oferece dinheiro, vantagem ou algum benefício em troca desse voto, o processo eleitoral deixa de ser uma escolha livre e passa a ser uma relação de interesse imediato.
E existe uma pergunta simples que pode ajudar o eleitor a refletir:
Quanto vale o seu voto?
Cem reais?
Duzentos?
Uma cesta básica?
Um combustível?
Um favor?
Agora pense: depois que a eleição acabar, aquela vantagem desaparece. O mandato, não.
O político eleito continuará tomando decisões que podem afetar milhares de pessoas durante anos.
Por isso, trocar o voto por uma vantagem momentânea pode custar muito mais caro para a própria população.
RONDONÓPOLIS TEM MUITOS NOMES. E ISSO É BOM?
Pode ser.
Ter vários candidatos significa que o eleitor terá opções.
Mas quantidade não significa qualidade automaticamente.
Cabe ao cidadão pesquisar.
Olhar a história de cada candidato.
Ver o que ele já fez.
Conhecer suas propostas.
Entender para qual cargo ele está concorrendo.
E principalmente separar promessa de possibilidade real.
Não adianta um candidato prometer aquilo que não está dentro das atribuições do cargo que pretende ocupar.
Também é importante acompanhar o comportamento de quem já possui mandato.
Quem está tentando a reeleição precisa ser analisado não apenas pelo discurso da campanha, mas pelo trabalho realizado enquanto esteve no cargo.
E OS VEREADORES?
A eleição de 2026 também provoca uma mudança dentro da própria Câmara Municipal.
Júnior Mendonça e Luciana Horta, que hoje são vereadores de Rondonópolis, entram na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.
Kalynka Meirelles, também vereadora, parte para a disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Isso significa que o eleitor que acompanhou esses parlamentares no município agora terá a oportunidade de decidir se eles estão preparados para representar Rondonópolis em uma esfera maior.
A Câmara Municipal atualmente é formada por 21 vereadores, Mas atenção: estar na Câmara hoje não significa automaticamente ser candidato a outro cargo. Por isso, a WebTV vai acompanhar as confirmações oficiais e separar aquilo que é candidatura registrada daquilo que ainda é apenas movimentação política.
O VOTO É SECRETO. A ESCOLHA É SUA.
Talvez essa seja a principal mensagem desta eleição.
Ninguém precisa saber em quem você votou.
Nem chefe.
Nem amigo.
Nem parente.
Nem cabo eleitoral.
Nem candidato.
A urna é o espaço onde o cidadão exerce sua liberdade.
Por isso, não deixe outra pessoa escolher por você.
Não vote porque alguém mandou.
Não vote porque recebeu alguma coisa.
Não vote apenas pela propaganda mais bonita.
E também não deixe de votar simplesmente porque está decepcionado com a política.
Se você não escolher, outras pessoas escolherão.
E depois serão quatro anos de decisões tomadas por aqueles que conseguiram conquistar a maioria dos votos.
RONDONÓPOLIS VAI ESCOLHER
A cidade terá muitos nomes na disputa.
Alguns já possuem experiência.
Outros estão tentando a primeira oportunidade.
Alguns conhecem a Assembleia.
Outros conhecem a Câmara Municipal.
Há candidatos de diferentes partidos, pensamentos e projetos.
E é justamente essa diversidade que torna a eleição importante.
No final, não será a quantidade de dinheiro de uma campanha, o tamanho de um evento ou o número de pessoas em uma carreata que deverá decidir o voto.
Será o eleitor.
Porque campanha termina.
Santinho vai para o lixo.
Faixa é retirada.
Carro de som desaparece.
Mas o mandato permanece.
E quem paga a conta das boas — ou das más — escolhas políticas é a população.
Em 2026, Rondonópolis terá a oportunidade de escolher quem quer ver falando pela cidade em Cuiabá e em Brasília.
A decisão é individual.
Mas o resultado será coletivo.
WebTV Mato Grosso — informação para que o cidadão possa escolher, cobrar e participar.
Cidades
Jornalistas se reúnem em Rondonópolis para discutir os desafios da profissão e fortalecer a categoria
Encontro reuniu profissionais experientes, novos jornalistas, universidade e sindicato e colocou em pauta a criação de uma subsede do SINDJOR-MT no município
Quem vive de notícia sabe: o jornalismo mudou — e mudou muito.
Do tempo em que rádio, jornal impresso e televisão eram as principais vitrines da informação à velocidade dos portais, celulares e redes sociais, a forma de produzir e consumir notícias se transformou completamente. Mas uma coisa continua a mesma: por trás de cada informação existe um profissional responsável por apurar, conferir, ouvir os envolvidos e colocar o próprio nome naquilo que publica.

Cerca de trinta jornalistas e comunicadores estiveram presentes
Foi dessa realidade que jornalistas de diferentes gerações se reuniram em Rondonópolis para conversar sobre o presente e, principalmente, sobre os caminhos que a profissão precisa seguir daqui para frente.
Uma palestra que aproximou quem já acumula décadas de experiência de quem está chegando agora ao mercado. Entre os participantes estavam o professor Lawrenberg Advíncula, coordenador do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat); o jornalista Lucas Perrone, um dos profissionais com longa trajetória na imprensa e que compartilhou experiências vividas ao longo da carreira, especialmente os desafios enfrentados por quem trabalha na imprensa local; além de Itamar Perenha, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (SINDJOR-MT).
Durante a conversa, outros profissionais fizeram uso da palavra e ajudaram a construir o debate. Eduardo Ramos, Marcelo Marreta, Isabel Torres, Débora Camila, Edileusa e William Moreira compartilharam experiências, lembranças e diferentes momentos de suas trajetórias no jornalismo.
De um lado estavam os veteranos, do outro estavam os “focas” — expressão tradicionalmente utilizada no jornalismo para identificar aqueles que estão dando os primeiros passos na profissão.
EXPERIÊNCIA E NOVOS CAMINHOS
Mais do que falar sobre as mudanças tecnológicas, o encontro mostrou a importância de aproximar profissionais que, apesar de estarem em momentos diferentes da carreira, enfrentam muitos dos mesmos desafios.
A rotina mudou. As ferramentas mudaram. A velocidade aumentou. Mas a responsabilidade de informar continua sendo uma das principais marcas da profissão.
E foi justamente dessa aproximação entre diferentes gerações que surgiu uma proposta concreta: a criação de uma subsede do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso em Rondonópolis.
A ideia encabeçada por Cristóvão Alves Rossana Arruda e Macsuel é aproximar ainda mais o SINDJOR-MT dos profissionais que atuam no município e na região, criando um espaço de representação mais próximo da realidade enfrentada pelos jornalistas do interior.
Para quem está começando, significa ter mais proximidade com a entidade que representa a categoria. Para quem já está na estrada há anos, representa a possibilidade de fortalecer uma estrutura de organização profissional construída ao longo do tempo.
No fim das contas, o encontro mostrou que, independentemente de quando cada um começou no jornalismo, existe algo que continua unindo todas essas gerações: a vontade de contar histórias, levar informação à sociedade e defender a importância de um jornalismo responsável e próximo das pessoas.
A proposta de aproximação entre sindicato e profissionais de Rondonópolis agora abre um novo capítulo para a categoria no município e na região.
