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SESI EXPERIENCE

Rondonópolis no centro da inovação em segurança do trabalho

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Centro reúne tecnologia e simulações de situações reais para preparar trabalhadores a reconhecer riscos e agir com mais segurança

Foto: ASSESSORIA

Rondonópolis ganhou um espaço que chama atenção pela forma diferente de ensinar segurança no trabalho. Na tarde desta quinta-feira (13), empresários do setor da construção civil participaram de uma visita técnica ao Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, instalado junto à unidade do Sesi em Rondonópolis.

A visita foi promovida pelo Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) e permitiu aos participantes conhecer de perto uma estrutura que aposta na experiência prática para ensinar como evitar acidentes.

Antes de entrar no centro de treinamento, o grupo recebeu uma apresentação sobre o funcionamento do espaço e as possibilidades de aprendizado. Depois, veio a parte mais aguardada: a imersão em ambientes que reproduzem situações de risco encontradas no dia a dia de uma obra.

A proposta é simples, mas impactante: em vez de apenas ouvir sobre os perigos, o trabalhador tem a oportunidade de vivenciar uma situação simulada, identificar os riscos e aprender, na prática, qual é a maneira correta de agir.

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Segundo o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, esse foi o primeiro grupo de empresários a participar da experiência.

A tecnologia utilizada permite simular diferentes situações sem colocar ninguém em perigo. Equipamentos de proteção individual e coletiva também fazem parte das atividades, mostrando não apenas a importância de utilizá-los, mas principalmente a maneira correta de fazer isso.

Para quem trabalha diretamente com obras, a experiência pode representar uma mudança na forma de enxergar a segurança.

Foi o que sentiu o engenheiro civil e proprietário da Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado. Durante a visita, ele destacou o impacto de poder experimentar situações que normalmente seriam apenas apresentadas em uma sala de treinamento.

A sensação de estar diante de um risco, mas dentro de um ambiente controlado, ajuda a transformar a informação em aprendizado.

Tecnologia a serviço da prevenção

Foto:ASSESSORIA

O Sesi Experience foi desenvolvido para reunir, em um único espaço, diferentes tipos de treinamentos relacionados à saúde e segurança do trabalho.

O complexo conta com ambientes voltados para atividades como instalações elétricas, espaços confinados e trabalho em altura, entre outras situações presentes na rotina de diversos profissionais.

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A estrutura utiliza tecnologia imersiva de origem coreana para reproduzir cenários de risco. O objetivo é permitir que o participante compreenda as consequências de uma decisão inadequada e, principalmente, aprenda a reconhecer o perigo antes que ele se transforme em acidente.

O investimento informado para implantação do centro foi de R$ 12 milhões.

Mais do que equipamentos modernos, a proposta do Sesi Experience é fazer com que a segurança deixe de ser apenas uma orientação teórica e passe a ser uma experiência que o trabalhador consegue enxergar, sentir e levar para a rotina.

Em uma atividade como a construção civil, onde diferentes riscos fazem parte do cotidiano, aprender antes que o acidente aconteça pode fazer toda a diferença.

E é justamente essa a ideia que o espaço instalado em Rondonópolis busca colocar em prática: prevenir, preparar e salvar vidas por meio do conhecimento e da experiência.

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Mato Grosso lidera focos de calor no país e entra em período crítico de queimadas

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Mato Grosso voltou a acender o alerta para o avanço das queimadas durante o período de estiagem. Dados de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que o estado concentra, neste início de agosto, o maior número de focos de calor registrados no país.

Desde o começo do mês, foram identificados 809 focos de calor em Mato Grosso, considerando incêndios ativos e áreas que permanecem sob monitoramento. O Pará aparece na sequência, com 580 registros.

Até esta terça-feira (11), Mato Grosso tinha 227 focos ativos.

Entre as áreas que mais chamam a atenção das equipes de monitoramento estão os municípios de Nova Santa Helena e Paranatinga. Em Nova Santa Helena, no norte do estado, o fogo já atingiu uma área próxima de 15 mil hectares e permanece ativo há cerca de dez dias.

A dimensão do incêndio coloca a ocorrência entre as maiores registradas atualmente no país. A fumaça também já alcança municípios próximos, como Cláudia e Sinop, aumentando a preocupação com a qualidade do ar e os impactos provocados pela queimada.

O combate mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, que atua na região desde a última quinta-feira (6), inclusive com o apoio de uma aeronave utilizada nas operações contra as chamas.

Outro incêndio de grandes proporções é registrado na região de Barra do Garças, onde o fogo já dura quatro dias e atingiu pouco mais de 13 mil hectares.

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Fogo que não dá trégua

Nem sempre o incêndio de maior duração é aquele que ocupa a maior área. Em Paranatinga, por exemplo, uma ocorrência já se estende por 44 dias.

Em Água Boa, a situação também preocupa. A região enfrenta queimadas há mais de um mês.

O cenário é resultado de uma combinação conhecida pelo mato-grossense: pouca chuva, temperaturas elevadas, vegetação seca e vento. Com a chegada de agosto e a proximidade do período mais crítico da estiagem, o risco de novos incêndios aumenta.

O coronel da reserva do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, Aluisio Metelo, explica que a vegetação perde umidade ao longo da estiagem e passa a funcionar como combustível para o fogo.

Segundo ele, quando a vegetação seca encontra temperaturas altas e vento, as chamas podem ganhar força e se espalhar rapidamente.

A ação humana também pesa

Embora o clima e as características naturais do Cerrado favoreçam a ocorrência de queimadas, existe outro fator que preocupa as autoridades: a ação humana.

De acordo com o especialista, cerca de 90% das ignições estão relacionadas a atividades humanas, que podem envolver desde queimadas que saem do controle até ocorrências provocadas por equipamentos, máquinas, redes elétricas, margens de rodovias e, em alguns casos, ações criminosas.

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A orientação é evitar qualquer prática que possa provocar o início de um incêndio, principalmente neste período em que a vegetação está extremamente seca.

E existe um ponto importante: o fato de um incêndio começar em determinada região não significa, por si só, que seja possível apontar imediatamente a sua causa. É necessária uma investigação para determinar como o fogo começou.

Um estado coberto pela fumaça

O problema das queimadas não fica restrito às áreas rurais. A fumaça já pode ser percebida em diferentes municípios de Mato Grosso e começa a fazer parte da paisagem justamente no período em que a umidade relativa do ar também despenca.

Em algumas regiões, os índices ficam abaixo dos 30%, aumentando o desconforto e exigindo atenção principalmente nos dias mais secos.

O período mais crítico da estiagem costuma ocorrer entre agosto e setembro. Por isso, o cenário registrado neste início de mês serve como um alerta para o que ainda pode acontecer nas próximas semanas.

Para Mato Grosso, que todos os anos enfrenta o desafio de controlar incêndios durante a seca, o momento exige atenção redobrada, prevenção e resposta rápida. Quando o fogo começa, principalmente em uma vegetação completamente seca, algumas horas podem fazer uma diferença enorme no tamanho da área atingida.

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