Política
Ex governador rebate Zé do Pátio: ‘Quem fazia a interlocução era Paulo José
Cidades
O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), contestou as declarações do ex-prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PV), que vinha afirmando que o senador Wellington Fagundes (PL) era o principal interlocutor da Prefeitura junto ao Governo do Estado durante sua gestão.
A declaração foi feita durante entrevista concedida à imprensa na noite desta quinta-feira (16), em Rondonópolis, durante o evento de lançamento da pré-candidatura de Paulo José Corrêa à Câmara Federal.
Na ocasião, Mauro Mendes afirmou que a interlocução entre a administração municipal e o Palácio Paiaguás ocorria, na prática, por meio de Paulo José, que à época presidia o Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear).
Segundo o ex-governador, Paulo mantinha diálogo constante com o Governo do Estado e participou diretamente da construção de diversas parcerias que resultaram em investimentos para o município.
“É uma alegria muito grande retornar sempre a Rondonópolis. Aqui temos muitos amigos e, durante o período em que tive a honra de governar Mato Grosso, fizemos muitas ações em parceria com o Paulo e com a Prefeitura. Ele sempre foi uma pessoa muito atenciosa, um político de alta qualidade, e para nós é uma honra participar desse lançamento da sua pré-candidatura a deputado federal”, afirmou Mauro Mendes.
Ao ser questionado sobre as declarações de Zé do Pátio — que, em entrevista concedida na última semana à Rádio 104 FM, afirmou que Wellington Fagundes era o principal responsável por intermediar as demandas de Rondonópolis junto ao Governo do Estado — Mauro foi direto ao responder.
“Não sei o que ele quis dizer com isso, mas sempre foi o Paulo quem teve uma boa interlocução conosco. O Wellington teve um papel, mas não foi preponderante. Temos que parar com esse negócio de fala para lá, fala para cá, e mostrar a verdade dos fatos”, declarou.
A manifestação de Mauro Mendes contradiz o discurso adotado por Zé do Pátio nos últimos meses e reforça o protagonismo atribuído por ele a Paulo José nas articulações entre a Prefeitura de Rondonópolis e o Governo de Mato Grosso durante aquele período.
A declaração também ocorre em um momento de movimentação política no Estado, com a aproximação das eleições de 2026, quando diferentes grupos intensificam a disputa por espaço e protagonismo no cenário político mato-grossense.
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
