Cuiabá
Aporte de R$ 60 milhões à saúde pública de Cuiabá não entra em pauta da CIR e prefeito levará questão ao MS
Cuiabá
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, denunciou o que chamou de boicote à saúde da capital. A avaliação refere-se à não inclusão na pauta da reunião da Comissão Intergestores Regional (CIR) da liberação de R$ 60 milhões, articulados pelo deputado federal Emanuelzinho junto ao governo federal, para reforçar o sistema de saúde de Cuiabá.
O prefeito ressaltou a importância desses recursos para a capital, que “carrega a saúde do Estado nas costas”. Apesar do reconhecimento e aprovação unânime pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que reúne gestores de todo o estado, a CIR não pautou a liberação desses recursos a pedido da chefe do escritório regional e servidora do Estado, Claudia Moreno.
Pinheiro destacou que a pauta não foi incluída sob a alegação da necessidade de estudo adicional, um procedimento que é incomum nas deliberações tanto da CIB quanto da CIR. “Isso nunca ocorreu em nenhuma dessas deliberações, seja da CIB ou seja da CIR”, afirmou o prefeito. O atraso na aprovação causa preocupações sobre a continuidade dos serviços de saúde que atendem não apenas Cuiabá, mas também milhares de mato-grossenses que dependem da infraestrutura médica da capital.
Durante a reunião realizada em Planalto da Serra, o secretário de saúde de Cuiabá, Deiver, estava presente para defender a pauta. A não inclusão do item resultou em um novo adiamento, com a expectativa de que a pauta seja discutida na próxima semana, em uma reunião ainda a ser definida. O prefeito agradeceu publicamente a todos os gestores da baixada cuiabana e ao Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS), que apoiaram a causa de Cuiabá.
Emanuel Pinheiro criticou duramente a atitude do governo do Estado. Ele afirmou que a situação é inaceitável e garantiu que levará a questão ao Ministério da Saúde em Brasília, em busca de uma solução rápida e justa para a liberação dos recursos.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.