Cuiabá
“Obras de reparo da Feira do Porto serão feitas no período noturno”, determina prefeito Abílio Brunini
Cuiabá
Durante uma visita às instalações do Mercado Antônio Moysés Nadaf, popularmente conhecido como Feira do Porto, na tarde desta quinta-feira (02), o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, determinou que as obras de reparo pendentes para a conclusão da segunda etapa sejam executadas no período noturno. A medida visa garantir que o atendimento à população não seja prejudicado enquanto os trabalhos são realizados.
Em conversa com engenheiros e encarregados da obra, o prefeito constatou que ainda há muito a ser feito antes que a conclusão seja alcançada. O ex-prefeito já havia declarado que o ato de inauguração realizado na terça-feira à noite referia-se à segunda etapa do mercado. No entanto, Abílio enfatizou que, conforme a legislação municipal, a obra não deveria ter sido inaugurada em sua condição atual.
“Existe uma lei municipal que proíbe a inauguração de obras inacabadas. Qualquer ato de inauguração de uma obra no município de Cuiabá que esteja incompleta é automaticamente inválido. Além disso, não existe inauguração de fases; a obra deve ser entregue completa ou não deve ser inaugurada. Esta obra está inacabada, e, por isso, não será considerada inaugurada. O ato está anulado,” afirmou o prefeito.
Abílio também determinou que o secretário responsável providenciasse a imediata retirada das placas alusivas à inauguração instaladas pela gestão anterior.
Além disso, o prefeito foi informado de que ainda não foi realizada a licitação necessária para a instalação de iluminação na área externa do Mercado Público. A conclusão dessa etapa será essencial para a entrega definitiva da obra à população.
A Prefeitura de Cuiabá reforça o compromisso com a transparência e a execução de obras públicas de qualidade, respeitando as normas e os prazos estabelecidos.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.