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SMS mobiliza mais de 40 profissionais da saúde para atender indígenas venezuelanos Warao

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Cuiabá

Mais de 40 profissionais foram mobilizados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para atender as famílias venezuelanas da etnia Warao, em Cuiabá. O atendimento começou logo cedo nesta quarta-feira (17), priorizando crianças e adolescentes. Aproximadamente 300 pessoas vivem na região do Parque Ohara, sendo que cerca de 89 são crianças e adolescentes. Além da equipe multidisciplinar com pediatra, nutricionista, assistente social, fisioterapeuta e enfermeiros, e responsáveis técnicos (RT) de imunização e dos povos indígenas, das Unidades de Saúde da Família (USF) do bairro Parque Ohara e do bairro Tijucal e da SMS, também formandos do curso de Medicina da Universidade de Cuiabá participam da ação.

Duas crianças foram encaminhadas à unidades de saúde e passaram pela consulta médica. Também foi atendido no local, um bebê, uma menina que está com 30 dias. Ela ganhou peso, nasceu com 3,1 kg e está com 3,7 kg. A criança ganhou fraldas das equipes de saúde.

De acordo com a RT de Imunização Beatriz Almeida, uma ação de retorno será planejada. “Trouxemos 250 doses para gripe, 100 doses da bivalente para Covid, 100 Coronavac infantil. Os indígenas pertencem ao grupo prioritário para receber as doses”, explicou.

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A iniciativa realizada no local foi bem aceita pelos indígenas Warao. Nilda Pacheco Rivero, 22 anos, aguardava a vez dos dois filhos receberem atendimento e apresentavam sinais de gripe. “É melhor eles (médicos e enfermeiros) virem aqui. Na USF tem muita gente para ser atendida e a gente demora mais. Aqui é ágil. Mas, acho que é só gripe”, relatou.

Nilda confessou que nunca consultou nem mesmo com um ginecologista que cuida da saúde da mulher. “Quando viemos da Venezuela passamos por um abrigo em Manaus e estamos aqui há um ano. Em Manaus tinha que ter dinheiro para ir buscar atendimento médico, então, sem dinheiro para se locomover não dava para ir. Aqui já levei as crianças e agora de novo, mas não pra mim”, contou ela.

Rogéria Moya, 50 anos, tem dois filhos adultos e um pequeno, além de netos. Todos estavam ansiosos pelo atendimento. “Muito bem atendido aqui. Vim para ver como meu filho pequeno está e pegar remédio de gripe e para febre, mas tenho que esperar o médico ver. Minha filha também veio trazer meus dois netinhos”, disse.

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A Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria de Assistência Social, acompanha a situação dos moradores. Inclusive o Conselho Tutelar, que também participa da ação juntamente com a SMS, já intermediou que 36 crianças e adolescentes frequentem a escola e já estão matriculados na região.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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