Rondonópolis
Procuradoria da Mulher e Escola do Legislativo da Câmara realizam Feira de Artesanato
Rondonópolis
Procuradoria da Mulher e Escola do Legislativo da Câmara realizam Feira de Artesanato. A Procuradoria da Mulher e da Família e a Escola do Legislativo da Câmara Municipal de Rondonópolis está realizando a Feira do Artesanato do Mês das Mulheres. O evento é uma forma de homenagear as mulheres e proporcionar uma renda extra, além de aproximar essas mulheres do Legislativo. De acordo com o presidente da Câmara, o vereador Paulo Schuh, são cerca de 250 mulheres artesãs envolvidas e a Feira faz parte de uma série de ações que visam valorizar a mulher. “Além dessa feira, no decorrer do ano nós vamos ter o Gabinete Itinerante, que junto com a Procuradoria Mulher e da Família, estará em alguns locais da cidade. Inclusive dia 29 agora nós vamos estar na Praça dos Carreiros com esse Gabinete com várias ações voltadas para atender as mulheres da nossa cidade”, explicou. Ainda segundo Schuh, essa atividade que expõe a produção das mulheres artesãs da cidade no saguão da Câmara tem uma grande importância econômica para as participantes. “É essencial apoiar as artesãs, dando espaço, visibilidade para essas pessoas e para os seus belos produtos. E a gente convida a população que venha à Câmara Municipal prestigiar esse evento. É muito importante que a sociedade participe e quem não conhece, aproveita para conhecer a Câmara, os gabinetes dos vereadores, o gabinete do presidente. Estamos com as portas abertas a toda a população”, completou. Para o coordenador da Escola do Legislativo, Nico Queiroz, a Procuradoria da Mulher e da Família, composta pelas vereadoras Kalynka Meirelles (PL) e Mariuva Valentin (MDB), a ideia principal da Feira é mesmo homenagear as mulheres no seu mês. “Todo mês nós vamos ter atividades voltadas para as mulheres rondonopolitanas. Nós começamos com a sessão solene no último dia 7 e nós teremos a feira todas as terças e quartas-feiras e vamos culminar com um grande evento na Praça dos Carreiros, onde faremos uma ação com parceiros para atender às demandas da sociedade, principalmente com esse viés feminino”, externou. Ele ainda explicou que as artesãs que estão expondo seus trabalhos na Câmara fazem parte de grupos organizados e representam entre 250 a 300 mulheres que produzem artesanato para garantir sua sobrevivência ou para terem uma renda extra. Uma das participantes é a artesã Cícera Barreto de Moura que faz parte do Setorial do artesanato da cidade e destaca a importância da feira para ela e sua família. “Para nós, mulheres artesãs, é muito importante o nosso trabalho ser divulgado, porque a gente vê que não tem muito conhecimento do artesanato produzido aqui na cidade. É muito importante para nós esse contato, as pessoas vêm perguntar se é material natural, que vem da natureza, se é trabalhado à mão. Isso deixa a gente muito feliz e também podemos ajudar a complementar a renda em casa”, afirmou. Inclusão Um dos objetivos da Feira do Artesanato do Mês das Mulheres é realmente promover a inclusão social das mulheres, e a prova disso é artesão Mariana Garcia Florentino, de 18 anos, que é autista e produz alguns dos artesanatos mais bonitos expostos, como caixas de MDF, imagens sacras, terços e chaveiros com o tema religioso. “Eu sempre gostei muito de fazer arte, em diversos sentidos, inclusive com pinturas de tela, mas eu entendi que para ter um sucesso financeiro e de vida mesmo, eu precisava fazer o que eu gosto. O que eu gosto é o artesanato. Por isso eu digo: nunca desista do que você gosta”, testemunhou. A Feira teve início nessa terça-feira (11) e prossegue na quarta-feira (12), para depois retornar com outra turma de artesãs nos dias 18 e 19 desse mês.
Fonte: Câmara de Rondonópolis – MT
Cidades
Jornalistas se reúnem em Rondonópolis para discutir os desafios da profissão e fortalecer a categoria
Encontro reuniu profissionais experientes, novos jornalistas, universidade e sindicato e colocou em pauta a criação de uma subsede do SINDJOR-MT no município
Quem vive de notícia sabe: o jornalismo mudou — e mudou muito.
Do tempo em que rádio, jornal impresso e televisão eram as principais vitrines da informação à velocidade dos portais, celulares e redes sociais, a forma de produzir e consumir notícias se transformou completamente. Mas uma coisa continua a mesma: por trás de cada informação existe um profissional responsável por apurar, conferir, ouvir os envolvidos e colocar o próprio nome naquilo que publica.

Cerca de trinta jornalistas e comunicadores estiveram presentes
Foi dessa realidade que jornalistas de diferentes gerações se reuniram em Rondonópolis para conversar sobre o presente e, principalmente, sobre os caminhos que a profissão precisa seguir daqui para frente.
Uma palestra que aproximou quem já acumula décadas de experiência de quem está chegando agora ao mercado. Entre os participantes estavam o professor Lawrenberg Advíncula, coordenador do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat); o jornalista Lucas Perrone, um dos profissionais com longa trajetória na imprensa e que compartilhou experiências vividas ao longo da carreira, especialmente os desafios enfrentados por quem trabalha na imprensa local; além de Itamar Perenha, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (SINDJOR-MT).
Durante a conversa, outros profissionais fizeram uso da palavra e ajudaram a construir o debate. Eduardo Ramos, Marcelo Marreta, Isabel Torres, Débora Camila, Edileusa e William Moreira compartilharam experiências, lembranças e diferentes momentos de suas trajetórias no jornalismo.
De um lado estavam os veteranos, do outro estavam os “focas” — expressão tradicionalmente utilizada no jornalismo para identificar aqueles que estão dando os primeiros passos na profissão.
EXPERIÊNCIA E NOVOS CAMINHOS
Mais do que falar sobre as mudanças tecnológicas, o encontro mostrou a importância de aproximar profissionais que, apesar de estarem em momentos diferentes da carreira, enfrentam muitos dos mesmos desafios.
A rotina mudou. As ferramentas mudaram. A velocidade aumentou. Mas a responsabilidade de informar continua sendo uma das principais marcas da profissão.
E foi justamente dessa aproximação entre diferentes gerações que surgiu uma proposta concreta: a criação de uma subsede do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso em Rondonópolis.
A ideia encabeçada por Cristóvão Alves Rossana Arruda e Macsuel é aproximar ainda mais o SINDJOR-MT dos profissionais que atuam no município e na região, criando um espaço de representação mais próximo da realidade enfrentada pelos jornalistas do interior.
Para quem está começando, significa ter mais proximidade com a entidade que representa a categoria. Para quem já está na estrada há anos, representa a possibilidade de fortalecer uma estrutura de organização profissional construída ao longo do tempo.
No fim das contas, o encontro mostrou que, independentemente de quando cada um começou no jornalismo, existe algo que continua unindo todas essas gerações: a vontade de contar histórias, levar informação à sociedade e defender a importância de um jornalismo responsável e próximo das pessoas.
A proposta de aproximação entre sindicato e profissionais de Rondonópolis agora abre um novo capítulo para a categoria no município e na região.
