Agronegócio
Brasil bate recorde histórico em outubro e supera R$ 8 bilhões em receita
Agronegócio
Em outubro, o Brasil alcançou um marco histórico nas exportações de café, superando o volume mensal de todos os tempos e atingindo receita recorde. Ao todo, foram enviadas ao exterior 4,926 milhões de sacas de 60 kg, 11,6% a mais que no mesmo mês de 2023. Esse resultado impressionante também ultrapassou o antigo recorde de novembro de 2020, quando foram embarcadas 4,770 milhões de sacas. A informação foi divulgada pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que também revelou uma explosão na receita cambial, reflexo do alto valor de mercado do café brasileiro.
A receita gerada com as exportações em outubro chegou a R$ 8,068 bilhões, calculada com a cotação média de R$ 5,79. Esse montante representa um aumento expressivo de 62,6% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, com o preço médio da saca em R$ 1.636,96, valor também recorde. Mesmo com as dificuldades logísticas que interromperam o embarque de 2,1 milhões de sacas até setembro, o setor mostrou um desempenho notável. O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, destacou que as empresas do setor precisaram adotar medidas alternativas para superar os gargalos, como o uso de navios break bulk, essenciais para assegurar os embarques.
No acumulado do ano (janeiro a outubro), o Brasil já exportou um total de 41,456 milhões de sacas de café, um avanço de 35,1% em relação ao mesmo período de 2023. Esse volume gerou uma receita de R$ 57,159 bilhões, o que representa um aumento de 53,8% sobre o valor alcançado no ano anterior. Além disso, desde o início da safra 2024/25, em julho, o país exportou 17,075 milhões de sacas, com uma receita acumulada de R$ 26,213 bilhões. Esses números refletem uma valorização do café brasileiro nos mercados internacionais, impulsionada por sua alta demanda e preço.
O mercado global de café continua a concentrar sua atenção nos principais importadores do Brasil. A Alemanha lidera o ranking, com a importação de 6,640 milhões de sacas até outubro, seguida pelos Estados Unidos, que adquiriram 6,522 milhões de sacas, um crescimento de 30,9% em relação ao ano anterior. A Bélgica, a Itália e o Japão também figuram entre os maiores consumidores do café brasileiro. Ferreira mencionou a importância de manter relações comerciais sólidas com esses países e de continuar investindo em infraestrutura portuária para suportar o volume crescente de exportações.
Entre as variedades exportadas, o café arábica domina, representando 72,9% das exportações totais até outubro, com 30,201 milhões de sacas enviadas ao exterior. Já o café canéfora, incluindo robusta e conilon, registrou crescimento expressivo de 140%, totalizando 7,894 milhões de sacas. Os cafés diferenciados, de maior qualidade ou com certificação, também tiveram forte demanda, somando 7,402 milhões de sacas e gerando R$ 11,258 bilhões em receita. Esse segmento específico é liderado pelos Estados Unidos, com a Alemanha e a Bélgica como principais destinos.
No entanto, as dificuldades logísticas ainda apresentam grandes desafios para os exportadores brasileiros. A demanda crescente por contêineres para produtos como café, açúcar e algodão, combinada com limitações nos portos, tem gerado atrasos nas operações. Em resposta a essa situação, o Cecafé tem mantido diálogos com setores do agronegócio e representantes portuários, buscando soluções para melhorar o fluxo logístico e reivindicar investimentos públicos na infraestrutura dos terminais. Ferreira enfatizou que, sem essas melhorias, os exportadores continuarão arcando com custos extras para manter os recordes de exportação.
Diante desse cenário, a safra de café de 2024/25 caminha para alcançar volumes ainda mais robustos, com expectativas de crescimento tanto em quantidade quanto em valor. Esse panorama reflete o esforço contínuo do setor em se adaptar às demandas globais, fortalecendo o papel do Brasil como um dos maiores exportadores de café do mundo e consolidando sua posição como um parceiro essencial no mercado internacional.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócio
Circuito Fazenda Rosa reúne mais de 700 mulheres e movimenta negócios durante a Exposul em Rondonópolis
Programação reuniu capacitação, troca de experiências e atividades ligadas à produção e aos negócios do agronegócio
Rondonópolis foi palco de uma grande mobilização de mulheres ligadas ao agronegócio durante a Exposul. O Circuito Fazenda Rosa reuniu mais de 700 participantes em uma programação que colocou em destaque temas como conhecimento, liderança, empreendedorismo e participação feminina nas atividades do campo.
Ao longo de dois dias, a iniciativa promoveu diferentes atividades, aproximando produtoras rurais, pecuaristas, empresárias, profissionais e empreendedoras que atuam direta ou indiretamente no setor.
A programação começou com uma experiência dentro de uma propriedade rural, onde as participantes puderam conhecer de perto aspectos da produção pecuária. Foram apresentados temas relacionados ao manejo do rebanho, genética, melhoramento, gestão e eficiência da produção.
A proposta foi aproximar as participantes da realidade do campo, mostrando como conhecimento técnico, planejamento e gestão fazem parte das decisões tomadas diariamente dentro das propriedades.
CONEXÃO ENTRE MULHERES
O segundo momento do circuito reuniu mais de 700 mulheres em Rondonópolis.
Além das palestras e debates sobre o papel feminino no agronegócio, o encontro também serviu como espaço para troca de experiências e formação de novos contatos profissionais.
Mulheres de diferentes áreas do setor puderam compartilhar experiências, apresentar seus trabalhos e estabelecer conexões que podem resultar em parcerias e novas oportunidades.
A organização informa que a rede formada pelo projeto já ultrapassa 10 mil mulheres conectadas em diferentes regiões do país.
PARTICIPAÇÃO FEMININA TAMBÉM NOS NEGÓCIOS
A programação terminou com um leilão que movimentou mais de 3 mil cabeças de gado.
A atividade também contou com participação feminina em diferentes etapas das negociações, incluindo produtoras, compradoras, vendedoras e profissionais ligadas à pecuária.
O cenário reforça uma realidade cada vez mais presente no agronegócio: as mulheres ocupam espaços em toda a cadeia produtiva, desde a administração das propriedades e produção até a comercialização e tomada de decisões.
PROJETO QUER CHEGAR A OUTRAS CIDADES DE MATO GROSSO
A etapa realizada em Rondonópolis faz parte de um circuito que pretende passar por diferentes municípios de Mato Grosso.
A proposta é levar informação, capacitação e oportunidades de conexão para mulheres que vivem e trabalham em regiões onde o agronegócio movimenta a economia local.
A expectativa é que o circuito alcance mais de 30 mil mulheres ao longo das próximas etapas.
A iniciativa busca justamente ampliar o acesso a conhecimento e fortalecer a participação feminina em um dos setores mais importantes da economia de Mato Grosso.
NÚMEROS DA ETAPA EM RONDONÓPOLIS
Os números apresentados pela organização mostram a dimensão da programação:
• Mais de 1 mil mulheres impactadas em dois dias;
• Mais de 700 participantes no encontro principal;
• Mais de 3 mil cabeças de gado movimentadas no leilão;
• Mais de 10 mil mulheres conectadas à rede do projeto;
• Mais de 30 mil mulheres são esperadas nas próximas etapas.
Mais do que os números, a passagem por Rondonópolis mostrou uma mudança que já pode ser percebida no campo: a presença feminina está cada vez mais integrada à produção, à gestão e aos negócios do agronegócio.
Com novas etapas previstas em outras regiões de Mato Grosso, o circuito segue com a proposta de levar conhecimento e conexão para mulheres que fazem parte da rotina do campo e da economia dos municípios produtores.
