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Carne suína bate recorde em setembro com alta de 15,9%

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As exportações de carne suína brasileira atingiram um valor histórico em setembro de 2023, somando R$ 1,560 bilhões (US$ 283,7 milhões), o que representa um aumento de 15,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. 

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), este é o melhor resultado já registrado para o período. O recorde anterior foi alcançado em julho deste ano, com exportações no valor de R$ 1,702 bilhões (US$ 309,4 milhões).

Em setembro, o volume total de carne suína exportada foi de 120,4 mil toneladas, incluindo produtos in natura e processados, registrando um crescimento de 7,33% em relação a setembro de 2023. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o Brasil exportou 90,7 mil toneladas, um aumento de 7,7% comparado ao mesmo período do ano anterior, gerando uma receita de R$ 11,930 bilhões (US$ 2,169 bilhões), uma leve alta de 0,4%.

Os principais destinos das exportações em setembro foram as Filipinas, com 28,2 mil toneladas importadas, seguidas pela China, com 16,7 mil toneladas, e pelo Chile, com 9,7 mil toneladas. O presidente da ABPA, Ricardo Santin, está otimista e prevê um fluxo contínuo e positivo até o final de 2024, com crescimento das exportações no ano.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Rondonópolis e o Agro: o Coração Produtivo que Nem Sempre Entra no Radar dos Rankings

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Quando se fala em agronegócio no Brasil, a imagem que vem à mente de muitos é a de vastos campos de soja e milho, tratores no amanhecer e caminhões carregados rumando aos portos. Em Mato Grosso, esse cenário é ainda mais forte: o estado abriga 36 dos 100 municípios mais ricos do agronegócio brasileiro, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. 

No topo desse ranking nacional estão cidades como Sorriso, Sapezal e Campo Novo do Parecis, todas no interior de Mato Grosso. Sorriso, por exemplo, lidera com folga o valor da produção agrícola — impulsionada principalmente pela soja — e é considerada por muitos a “capital nacional do agronegócio”. 

Mas e Rondonópolis? A cidade que carrega o brasão do agronegócio em sua economia não aparece na lista dos 100 municípios mais ricos em produção agrícola no Brasil. 

Uma economia que pulsa além dos campos

O fato de não figurar no ranking oficial pode surpreender quem vive e respira a rotina produtiva do município. Rondonópolis é um dos principais polos de apoio logístico ao agronegócio no Centro-Oeste brasileiro, ponto estratégico de escoamento de grãos e insumos, e um dos maiores exportadores do estado. 

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Dados mostram que o município segue gerando emprego e renda em diversas frentes, embora a agropecuária — isoladamente — não domine a balança de criação de postos de trabalho como em outras cidades do interior. 

O ex vereador Reginaldo Santos, crítico à ausência de Rondonópolis no ranking, aponta que esse cenário pode resultar de critérios específicos usados pelo IBGE para medir a produção agrícola municipal. Ele defende que a cidade tem força econômica suficiente para merecer destaque e alerta para a importância de uma imagem positiva para atrair investimentos. 

Mais do que números: o papel humano do agro em Rondonópolis

Para os moradores, produtores e trabalhadores rurais, a presença do agronegócio vai além de estatísticas: ela molda histórias de vida, sustenta famílias e impulsiona negócios locais. Do pequeno produtor que colhe sua primeira safra ao caminhoneiro que cruza rodovias estaduais carregando soja, o setor está no dia a dia de muita gente.

Agronegócio, aqui, não é apenas um título econômico — é carne, é coragem e é identidade.

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O que diz o ranking do agro

O levantamento do Ministério da Agricultura considerou o valor da produção agrícola municipal, resultado da soma de 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes. Os municípios que lideram essa lista são responsáveis por uma parte significativa da economia agro do país, com destaque para a soja, que representa cerca de 42,8% do valor total produzido. 

Mesmo fora desse “Top 100”, Rondonópolis segue sendo um ator importante na cadeia produtiva: seus esforços logísticos, industriais e de apoio ao campo fortalecem toda a economia mato-grossense. O agronegócio por aqui é feito de chão batido, rodas de caminhão na madrugada e sonhos que desabrocham na colheita — muito além de um número num ranking.

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