Agronegócio
Concentração da colheita pressiona logística e eleva custos de frete
Agronegócio
A safra 2024/25 de soja em Mato Grosso apresentou uma concentração inédita dos trabalhos de colheita, resultando em impactos significativos na logística de transporte rodoviário. Até 28 de fevereiro, 82,3% da área plantada já havia sido colhida, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada (Imea). Duas semanas antes, esse percentual era de apenas 28%, evidenciando a rápida progressão das atividades no campo.
Esse avanço acelerado ocorreu devido a atrasos iniciais na colheita, causados por condições climáticas adversas em janeiro, que postergaram o início dos trabalhos. Consequentemente, houve uma concentração das operações em um curto período, aumentando a demanda por transporte rodoviário para escoamento da produção. Analistas e profissionais do setor apontam que essa situação resultou em cancelamentos de fretes previamente agendados e em leilões de preços entre motoristas, intensificando a competição por serviços de transporte.
Para mitigar os impactos desses cancelamentos, empresas exportadoras adotaram estratégias como o “overbooking”, contratando volumes de transporte superiores ao necessário para garantir o cumprimento dos cronogramas de exportação e evitar multas por atrasos. Além disso, a necessidade de colher a soja até o final de fevereiro, visando à semeadura do milho na janela ideal, contribuiu para a pressão sobre a logística. Essa conjuntura elevou os custos dos fretes rodoviários em Mato Grosso, com aumentos médios de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (EsalqLog).
A expectativa é que os preços dos fretes permaneçam elevados com a chegada da safra de milho, que aumentará ainda mais a demanda por transporte. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) alerta para a possibilidade de escoamentos simultâneos de soja e milho, o que pode intensificar os desafios logísticos e manter os custos de transporte em patamares elevados.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócio
Circuito Fazenda Rosa reúne mais de 700 mulheres e movimenta negócios durante a Exposul em Rondonópolis
Programação reuniu capacitação, troca de experiências e atividades ligadas à produção e aos negócios do agronegócio
Rondonópolis foi palco de uma grande mobilização de mulheres ligadas ao agronegócio durante a Exposul. O Circuito Fazenda Rosa reuniu mais de 700 participantes em uma programação que colocou em destaque temas como conhecimento, liderança, empreendedorismo e participação feminina nas atividades do campo.
Ao longo de dois dias, a iniciativa promoveu diferentes atividades, aproximando produtoras rurais, pecuaristas, empresárias, profissionais e empreendedoras que atuam direta ou indiretamente no setor.
A programação começou com uma experiência dentro de uma propriedade rural, onde as participantes puderam conhecer de perto aspectos da produção pecuária. Foram apresentados temas relacionados ao manejo do rebanho, genética, melhoramento, gestão e eficiência da produção.
A proposta foi aproximar as participantes da realidade do campo, mostrando como conhecimento técnico, planejamento e gestão fazem parte das decisões tomadas diariamente dentro das propriedades.
CONEXÃO ENTRE MULHERES
O segundo momento do circuito reuniu mais de 700 mulheres em Rondonópolis.
Além das palestras e debates sobre o papel feminino no agronegócio, o encontro também serviu como espaço para troca de experiências e formação de novos contatos profissionais.
Mulheres de diferentes áreas do setor puderam compartilhar experiências, apresentar seus trabalhos e estabelecer conexões que podem resultar em parcerias e novas oportunidades.
A organização informa que a rede formada pelo projeto já ultrapassa 10 mil mulheres conectadas em diferentes regiões do país.
PARTICIPAÇÃO FEMININA TAMBÉM NOS NEGÓCIOS
A programação terminou com um leilão que movimentou mais de 3 mil cabeças de gado.
A atividade também contou com participação feminina em diferentes etapas das negociações, incluindo produtoras, compradoras, vendedoras e profissionais ligadas à pecuária.
O cenário reforça uma realidade cada vez mais presente no agronegócio: as mulheres ocupam espaços em toda a cadeia produtiva, desde a administração das propriedades e produção até a comercialização e tomada de decisões.
PROJETO QUER CHEGAR A OUTRAS CIDADES DE MATO GROSSO
A etapa realizada em Rondonópolis faz parte de um circuito que pretende passar por diferentes municípios de Mato Grosso.
A proposta é levar informação, capacitação e oportunidades de conexão para mulheres que vivem e trabalham em regiões onde o agronegócio movimenta a economia local.
A expectativa é que o circuito alcance mais de 30 mil mulheres ao longo das próximas etapas.
A iniciativa busca justamente ampliar o acesso a conhecimento e fortalecer a participação feminina em um dos setores mais importantes da economia de Mato Grosso.
NÚMEROS DA ETAPA EM RONDONÓPOLIS
Os números apresentados pela organização mostram a dimensão da programação:
• Mais de 1 mil mulheres impactadas em dois dias;
• Mais de 700 participantes no encontro principal;
• Mais de 3 mil cabeças de gado movimentadas no leilão;
• Mais de 10 mil mulheres conectadas à rede do projeto;
• Mais de 30 mil mulheres são esperadas nas próximas etapas.
Mais do que os números, a passagem por Rondonópolis mostrou uma mudança que já pode ser percebida no campo: a presença feminina está cada vez mais integrada à produção, à gestão e aos negócios do agronegócio.
Com novas etapas previstas em outras regiões de Mato Grosso, o circuito segue com a proposta de levar conhecimento e conexão para mulheres que fazem parte da rotina do campo e da economia dos municípios produtores.
