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Conferência da ONU, no Azerbaijão, começa sob ameaça de veto de Donald Trump
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A COP29, Conferência do Clima da ONU, começou nesta segunda-feira (11.11), em Baku, no Azerbaijão, com a aprovação de um novo conjunto de diretrizes para um mercado de carbono global no âmbito do Acordo de Paris. Reunindo representantes de 198 países, a conferência tem como principal objetivo a criação de mecanismos que possibilitem transações de crédito de carbono entre países e empresas, permitindo um controle rigoroso e transparente dos compromissos climáticos.
A grande dúvida é se os compromissos desse encontro vão vlar a partir do ano que vem, já que a permanência dos EUA no Acordo de Paris pode estar em risco com a nova presidência de Donald Trump, conhecido por sua oposição ao tratado. Trump já declarou ser contrário a regulamentos climáticos que, segundo ele, prejudicam a economia americana. Com isso, há uma expectativa de que ele possa vetar ou dificultar o cumprimento dos compromissos firmados pela administração anterior, o que colocaria em xeque a participação dos EUA no avanço das metas globais estabelecidas.
Para o Brasil, o avanço nas negociações do mercado de carbono é crucial. A delegação brasileira, liderada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, ressaltou a importância do financiamento para apoiar a preservação ambiental. “A criação de mecanismos de financiamento é essencial para que possamos transformar nossos compromissos em ações concretas,” afirmou a ministra, durante a cerimônia de abertura. O Brasil defende a inclusão de financiamentos internacionais para apoiar países em desenvolvimento na preservação de suas florestas e biodiversidade.
Além disso, Alckmin aproveitou o evento para reforçar o apoio ao projeto que regulamenta o mercado de carbono no Brasil, atualmente em análise no Congresso. Ele destacou que o país conseguiu interromper o desmatamento no Cerrado, após cinco anos de alta, e que segue comprometido em liderar debates climáticos globais.
Nesta COP, chamada de “COP do financiamento”, os países desenvolvidos enfrentam o desafio de definir o novo objetivo de financiamento climático que substituirá a promessa anterior de US$ 100 bilhões anuais – valor que nunca foi cumprido. A meta é estabelecer um fundo sustentável para auxiliar países em desenvolvimento a cumprir suas metas climáticas, de modo a evitar o endividamento excessivo. Para o Brasil, é essencial que os recursos sejam fornecidos em condições acessíveis e que seja dada maior clareza sobre o que de fato é considerado “financiamento climático”.
O fundo proposto inclui a iniciativa “Fundo Florestas Tropicais para Sempre”, uma estratégia que visa remunerar nações que conservam florestas tropicais, oferecendo incentivos para que preservem suas áreas naturais. O mecanismo prevê pagamentos por hectare de floresta preservada e penalizações para áreas desmatadas, garantindo que os recursos possam ser usados para proteger a biodiversidade.
O mercado de carbono estabelecido pela COP29 vai conectar compradores e vendedores de créditos de carbono, com o objetivo de reduzir o custo da implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), como são conhecidas as metas climáticas de cada país. Estima-se que o mecanismo possa diminuir esses custos em até US$ 250 bilhões ao ano, otimizando os esforços para atingir as metas de redução de emissões.
Ao final da COP29, o Brasil intensificará os preparativos para a COP30, que será realizada em Belém, no Pará, em 2025. O governo brasileiro já anunciou investimentos de R$ 4,7 bilhões em infraestrutura para receber o evento, que deverá contar com cerca de 60 mil participantes de 193 países. As obras incluem melhorias em saneamento, macrodrenagem e restauração de prédios históricos, preparando a cidade para abrigar a maior conferência climática do mundo.
A COP29 em Baku é, portanto, um marco no caminho para uma economia global mais sustentável e destaca o Brasil como um protagonista nas negociações climáticas, buscando recursos e apoio para iniciativas ambientais.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócio
Circuito Fazenda Rosa reúne mais de 700 mulheres e movimenta negócios durante a Exposul em Rondonópolis
Programação reuniu capacitação, troca de experiências e atividades ligadas à produção e aos negócios do agronegócio
Rondonópolis foi palco de uma grande mobilização de mulheres ligadas ao agronegócio durante a Exposul. O Circuito Fazenda Rosa reuniu mais de 700 participantes em uma programação que colocou em destaque temas como conhecimento, liderança, empreendedorismo e participação feminina nas atividades do campo.
Ao longo de dois dias, a iniciativa promoveu diferentes atividades, aproximando produtoras rurais, pecuaristas, empresárias, profissionais e empreendedoras que atuam direta ou indiretamente no setor.
A programação começou com uma experiência dentro de uma propriedade rural, onde as participantes puderam conhecer de perto aspectos da produção pecuária. Foram apresentados temas relacionados ao manejo do rebanho, genética, melhoramento, gestão e eficiência da produção.
A proposta foi aproximar as participantes da realidade do campo, mostrando como conhecimento técnico, planejamento e gestão fazem parte das decisões tomadas diariamente dentro das propriedades.
CONEXÃO ENTRE MULHERES
O segundo momento do circuito reuniu mais de 700 mulheres em Rondonópolis.
Além das palestras e debates sobre o papel feminino no agronegócio, o encontro também serviu como espaço para troca de experiências e formação de novos contatos profissionais.
Mulheres de diferentes áreas do setor puderam compartilhar experiências, apresentar seus trabalhos e estabelecer conexões que podem resultar em parcerias e novas oportunidades.
A organização informa que a rede formada pelo projeto já ultrapassa 10 mil mulheres conectadas em diferentes regiões do país.
PARTICIPAÇÃO FEMININA TAMBÉM NOS NEGÓCIOS
A programação terminou com um leilão que movimentou mais de 3 mil cabeças de gado.
A atividade também contou com participação feminina em diferentes etapas das negociações, incluindo produtoras, compradoras, vendedoras e profissionais ligadas à pecuária.
O cenário reforça uma realidade cada vez mais presente no agronegócio: as mulheres ocupam espaços em toda a cadeia produtiva, desde a administração das propriedades e produção até a comercialização e tomada de decisões.
PROJETO QUER CHEGAR A OUTRAS CIDADES DE MATO GROSSO
A etapa realizada em Rondonópolis faz parte de um circuito que pretende passar por diferentes municípios de Mato Grosso.
A proposta é levar informação, capacitação e oportunidades de conexão para mulheres que vivem e trabalham em regiões onde o agronegócio movimenta a economia local.
A expectativa é que o circuito alcance mais de 30 mil mulheres ao longo das próximas etapas.
A iniciativa busca justamente ampliar o acesso a conhecimento e fortalecer a participação feminina em um dos setores mais importantes da economia de Mato Grosso.
NÚMEROS DA ETAPA EM RONDONÓPOLIS
Os números apresentados pela organização mostram a dimensão da programação:
• Mais de 1 mil mulheres impactadas em dois dias;
• Mais de 700 participantes no encontro principal;
• Mais de 3 mil cabeças de gado movimentadas no leilão;
• Mais de 10 mil mulheres conectadas à rede do projeto;
• Mais de 30 mil mulheres são esperadas nas próximas etapas.
Mais do que os números, a passagem por Rondonópolis mostrou uma mudança que já pode ser percebida no campo: a presença feminina está cada vez mais integrada à produção, à gestão e aos negócios do agronegócio.
Com novas etapas previstas em outras regiões de Mato Grosso, o circuito segue com a proposta de levar conhecimento e conexão para mulheres que fazem parte da rotina do campo e da economia dos municípios produtores.
