Agronegócio
Frio vai embora e Sul começa a colher trigo com expectativa de boa safra
Agronegócio
As recentes geadas que atingiram diversas regiões produtoras de trigo no Brasil não devem comprometer a safra deste ano. Segundo especialistas, a maior parte das lavouras encontra-se em estágios iniciais de desenvolvimento, o que as torna mais resistentes às baixas temperaturas.
A partir desta quinta-feira (15.08) a previsão é de uma mudança do tempo, com a entrada de uma massa de ar quente e seco que deve se estabelecer no centro-sul, elevando as temperaturas e favorecendo o crescimento e a produtividade das plantas. A estimativa é de que a safra de trigo do Brasil em 2024/25, alcance 8,43 milhões de toneladas.
No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional, a maior parte das lavouras está em estágios iniciais, 98% das plantações de trigo estão nas fases de germinação e desenvolvimento vegetativo, com os outros 2% na fase de floração. Nessas etapas, as plantas de trigo não sofrem prejuízos com as geadas; pelo contrário, o frio pode ajudar a controlar pragas e melhorar a qualidade dos grãos.
No Paraná, outro grande estado produtor, a colheita já se iniciou e as expectativas são as melhores possíveis. Após um período de desenvolvimento das lavouras marcado por condições climáticas favoráveis, os agricultores paranaenses se preparam para colher uma safra recorde.
A estimativa é que a produção de trigo no estado supere as marcas dos anos anteriores, impulsionada por fatores como o aumento da área plantada, o investimento em tecnologias e a adoção de práticas agrícolas mais eficientes.
O clima desempenhou um papel fundamental para o bom desenvolvimento das lavouras de trigo. As chuvas bem distribuídas durante o ciclo da cultura, aliadas a temperaturas amenas, proporcionaram as condições ideais para o crescimento das plantas. Além disso, as geadas registradas em algumas regiões não causaram danos significativos às lavouras, graças ao estágio de desenvolvimento em que se encontravam.
TA utilização de tecnologias modernas, como a agricultura de precisão, tem sido um dos principais fatores para o aumento da produtividade do trigo no Paraná. Através de sensores e softwares, os agricultores conseguem monitorar de forma mais precisa as necessidades das plantas, otimizando a aplicação de insumos e a gestão da água.
A previsão de boa safra de trigo traz inúmeros benefícios para a economia paranaense. Além de gerar renda para os agricultores, a produção do cereal movimenta toda uma cadeia produtiva, envolvendo empresas de insumos, transportes, armazenamento e beneficiamento.
Apesar das perspectivas positivas, os produtores de trigo ainda enfrentam alguns desafios, como a volatilidade dos preços no mercado internacional e a necessidade de controlar pragas e doenças. No entanto, com o apoio de instituições de pesquisa e assistência técnica, os agricultores estão cada vez mais preparados para enfrentar esses desafios e garantir a sustentabilidade da produção.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócio
Circuito Fazenda Rosa reúne mais de 700 mulheres e movimenta negócios durante a Exposul em Rondonópolis
Programação reuniu capacitação, troca de experiências e atividades ligadas à produção e aos negócios do agronegócio
Rondonópolis foi palco de uma grande mobilização de mulheres ligadas ao agronegócio durante a Exposul. O Circuito Fazenda Rosa reuniu mais de 700 participantes em uma programação que colocou em destaque temas como conhecimento, liderança, empreendedorismo e participação feminina nas atividades do campo.
Ao longo de dois dias, a iniciativa promoveu diferentes atividades, aproximando produtoras rurais, pecuaristas, empresárias, profissionais e empreendedoras que atuam direta ou indiretamente no setor.
A programação começou com uma experiência dentro de uma propriedade rural, onde as participantes puderam conhecer de perto aspectos da produção pecuária. Foram apresentados temas relacionados ao manejo do rebanho, genética, melhoramento, gestão e eficiência da produção.
A proposta foi aproximar as participantes da realidade do campo, mostrando como conhecimento técnico, planejamento e gestão fazem parte das decisões tomadas diariamente dentro das propriedades.
CONEXÃO ENTRE MULHERES
O segundo momento do circuito reuniu mais de 700 mulheres em Rondonópolis.
Além das palestras e debates sobre o papel feminino no agronegócio, o encontro também serviu como espaço para troca de experiências e formação de novos contatos profissionais.
Mulheres de diferentes áreas do setor puderam compartilhar experiências, apresentar seus trabalhos e estabelecer conexões que podem resultar em parcerias e novas oportunidades.
A organização informa que a rede formada pelo projeto já ultrapassa 10 mil mulheres conectadas em diferentes regiões do país.
PARTICIPAÇÃO FEMININA TAMBÉM NOS NEGÓCIOS
A programação terminou com um leilão que movimentou mais de 3 mil cabeças de gado.
A atividade também contou com participação feminina em diferentes etapas das negociações, incluindo produtoras, compradoras, vendedoras e profissionais ligadas à pecuária.
O cenário reforça uma realidade cada vez mais presente no agronegócio: as mulheres ocupam espaços em toda a cadeia produtiva, desde a administração das propriedades e produção até a comercialização e tomada de decisões.
PROJETO QUER CHEGAR A OUTRAS CIDADES DE MATO GROSSO
A etapa realizada em Rondonópolis faz parte de um circuito que pretende passar por diferentes municípios de Mato Grosso.
A proposta é levar informação, capacitação e oportunidades de conexão para mulheres que vivem e trabalham em regiões onde o agronegócio movimenta a economia local.
A expectativa é que o circuito alcance mais de 30 mil mulheres ao longo das próximas etapas.
A iniciativa busca justamente ampliar o acesso a conhecimento e fortalecer a participação feminina em um dos setores mais importantes da economia de Mato Grosso.
NÚMEROS DA ETAPA EM RONDONÓPOLIS
Os números apresentados pela organização mostram a dimensão da programação:
• Mais de 1 mil mulheres impactadas em dois dias;
• Mais de 700 participantes no encontro principal;
• Mais de 3 mil cabeças de gado movimentadas no leilão;
• Mais de 10 mil mulheres conectadas à rede do projeto;
• Mais de 30 mil mulheres são esperadas nas próximas etapas.
Mais do que os números, a passagem por Rondonópolis mostrou uma mudança que já pode ser percebida no campo: a presença feminina está cada vez mais integrada à produção, à gestão e aos negócios do agronegócio.
Com novas etapas previstas em outras regiões de Mato Grosso, o circuito segue com a proposta de levar conhecimento e conexão para mulheres que fazem parte da rotina do campo e da economia dos municípios produtores.
