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Câmara Municipal de Rondonópolis Inicia Discussões sobre Orçamento para 2024

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O valor destinado para 2024 ficou abaixo da estimativa prevista.

A Câmara Municipal de Rondonópolis deu início, nesta quarta-feira (04), às discussões em torno do Projeto de Lei que estabelece o orçamento para o exercício financeiro de 2024. A Lei Orçamentária Anual (LOA) tem como finalidade principal estimar a receita e fixar as despesas do município, detalhando os investimentos planejados em cada área da administração pública, tanto na esfera direta como indireta. O orçamento total do município está projetado para atingir R$ 2,2 bilhões, uma redução em relação à estimativa inicial de R$ 2,5 bilhões.

A proposta define quanto será investido na saúde, educação, habitação, segurança pública, trânsito, transporte, cultura, saneamento e outras áreas durante o próximo ano vigente. O presidente da Câmara, vereador Júnior Mendonça (PT), explica que o projeto foi recebido na última sexta-feira (29) e que irá abrir a discussão com a população nos próximos dias.

Mendonça declara que até o término de novembro, os orçamentos serão ajustados, votados e remetidos ao Poder Executivo. Ele também enfatiza a necessidade de garantir a qualidade das políticas públicas em Rondonópolis para possibilitar a obtenção de recursos adicionais através de emendas parlamentares e programas do Governo Federal, mesmo com o desafio de uma máquina pública que consome significativamente.

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A vereadora Kalynka Meirelles, representante do partido Republicanos, enfatizou a relevância do debate público no processo de elaboração do Orçamento Municipal durante uma recente entrevista. Segundo a vereadora, a participação ativa da população é fundamental para garantir que o orçamento atenda às necessidades de todos os cidadãos.

“Trata-se de um orçamento de extrema importância, que deve ser cuidadosamente gerido”, declarou Meirelles. A vereadora destaca que sua principal preocupação no que diz respeito ao orçamento se concentra na área da saúde e da educação. “Eu tenho visto o que tem acontecido sobre a falta de medicamentos, a gente não sabe como tem acontecido o planejamento. Na educação também temos um bom orçamento, precisamos de uma boa aplicação desse recurso”, finaliza.

 

 

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Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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