Cuiabá
Sugestão de Pauta: Unidade do Banco Vermelho será instalada no campus da UFMT nesta terça-feira (10), às 12h30
Cuiabá
Nesta terça-feira (10/12), às 12h30, em frente ao Restaurante Universitário, a Prefeitura de Cuiabá inaugurará mais uma unidade do Banco Vermelho no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A ação faz parte de uma iniciativa de conscientização sobre a violência doméstica e o feminicídio. A iniciativa contará com a presença da primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro.
O banco, confeccionado em madeira reforçada e com mais de 4 metros de comprimento, é pintado na cor vermelha e traz frases de impacto contra a violência de gênero. Além disso, possui um QR code que dá acesso ao texto completo da Lei Maria da Penha.
A ação é promovida pela Secretaria Municipal da Mulher em parceria com o Instituto Banco Vermelho, uma organização suprapartidária e sem fins lucrativos, que já implementou bancos similares em 12 estados do país, tanto em vias públicas quanto em espaços institucionais.
Em Cuiabá, os bancos estão instalados em locais como a Rodoviária de Cuiabá, Shopping Pantanal, Parque das Águas, Praça Alencastro, Orla do Porto 2, Praça 8 de Abril (Choppão) e Shopping Estação. Novas instalações estão previstas para o Fórum de Cuiabá, Praça Rachid Jaudy e o campus da UFMT.
Serviço:
Evento: Inauguração do Banco Vermelho no campus da UFMT
Data: Terça-feira, 10 de dezembro
Horário: 12h30
Local: Restaurante Universitário (RU) – UFMT
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.