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“Estamos aqui para resolver problemas. Pretendo que, já no início da semana que vem, possamos iniciar o processo de transferência”, diz Emanuel Pinheiro

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A Associação do Shopping Popular de Cuiabá oficializou ao prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, o aceite para a instalação temporária de 600 comerciantes na região do Complexo Dom Aquino, sugestão apresentada pelo gestor após o trágico incêndio que deixou em ruínas o maior centro comercial do Centro-Oeste, durante a madrugada de segunda-feira (15). Durante a reunião, o prefeito declarou que aguarda – em 48 horas – o projeto com as diretrizes e necessidades (hidrossanitárias, elétricas, de organização e segurança) para a instalação efetiva dos associados, mas reforçou que ainda não é possível estabelecer uma data, embora tenha a expectativa para a próxima semana. O centro comercial abrigava a 600 lojas gerando mais de três mil empregos diretos e indiretos.

O prefeito relembrou ainda que o processo de transferência será acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPE-MT), em conformidade com a legislação.

“O campo de futebol, a pista de atletismo, que ficam atrás do ginásio semicoberto do Complexo Dom Aquino e se estendem até a Avenida Beira Rio, são áreas planas, sem acidentes geográficos ou edificações públicas ou privadas. Por isso, conseguimos instalar a cobertura dessa área com mais agilidade, permitindo um projeto mais viável. É um momento de solidariedade, recomeço e reconstrução das vidas dos comerciantes e do Shopping Popular. Eu ainda não posso estabelecer uma data exata agora, mas, se depender exclusivamente da minha vontade, não haverá nenhum problema. Estamos aqui para resolver problemas e encontrar soluções. Pretendo que, já no início da semana que vem, possamos iniciar o processo de transferência e fixação dos trabalhadores, associados e comerciantes naquela região.”

Para a liberação da área, o prefeito pontuou que pode ser feita por meio de decreto do Município, mas antes determinará ao secretário de Governo, Júnior Leite, que coordenará todo esse processo, junto com o Procurador-Geral do Município, para dialogar com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

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“Estamos tomando as decisões no local. Promoveremos todas as reuniões necessárias para facilitar a vida dos associados e comerciantes da nossa capital. Nosso maior esforço agora é justamente esse: a preocupação com a vida de cada um. Tudo o que tinham foi destruído, então precisam desse apoio, desse aconchego e acolhimento por parte da população e da prefeitura de Cuiabá. Paralelamente, estamos lutando pela reconstrução do Shopping Popular, mas o principal neste momento é a reconstrução da vida de cada camelô e associado. Vamos decidir, de hoje para amanhã, todas as medidas que a prefeitura puder tomar. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance, em parceria com a sociedade e a população de Cuiabá, para fixar essas pessoas e dar todo o apoio, inclusive afetivo e emocional, para que superem esse grande trauma e tragédia”, disse o prefeito Emanuel Pinheiro.

Quanto à parceria com o Governo do Estado, Emanuel Pinheiro reforçou o diálogo com o governador em exercício Otaviano Pivetta ontem. “Ele não pôde comparecer à reunião devido à sua agenda, mas enviou o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, e a presidente da MT Desenvolvimento, que participaram ativamente da reunião e nos ajudaram a criar essa agenda positiva. Fizemos várias determinações preliminares aqui na Prefeitura de Cuiabá, e contamos com o apoio do governo do estado. Deixei claro publicamente ontem que estou à disposição do governador Mauro Mendes. Tudo relacionado ao Shopping Popular e à Cuiabá pode ser discutido diretamente comigo, a qualquer momento. Estou disponível para sentar com ele ou com a sua equipe sempre que necessário.”

O presidente da Associação do Shopping Popular, Misael Galvão, disse que nas próximas horas entregará, formalmente, a documentação que viabilizará a instalação na área do Complexo Dom Aquino. “Amanhã cedo, quero trazer o documento oficial. Gostaria de agradecer à imprensa que acompanhou o desenvolvimento, a votação e como o processo foi conduzido de maneira pública. Hoje, a situação do Shopping Popular não é do Misael, nem do prefeito, mas da sociedade de Cuiabá, que recebe informações em tempo real através da nossa imprensa. Agradeço a todos os segmentos”, disse Misael. Ele relembrou ainda que a parceria com a Associação Matogrossense dos Municípios (AMM) irá viabilizar a implantação da estrutura para as lojas e conta ainda com apoio dos governos federal e estadual, além da bancada federal, Assembleia Legislativa e Câmara de Cuiabá.

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Medidas já implementadas:

Ainda na segunda-feira,15, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, anunciou o trabalho conjunto do Cuiabanco e Desenvolve MT para maior assertividade na concessão de linhas de crédito e a cessão do espaço do Complexo Dom Aquino para a reabertura, em caráter temporário, de um centro comercial. A Secretaria de Ordem Pública irá auxiliar no processo de legalização das empresas e fornecer a documentação necessária para viabilizar as possibilidades de crédito, além de garantir a segurança do local. A Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e a Secretaria de Obras Públicas, mediante liberação do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, irão atuar imediatamente para liberar a área e manter a limpeza e a ordem pública.Também será implementado um protocolo de apoio psicossocial específico por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, uma proposta sugerida pela primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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