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Fato ou Fake

UFR reage a fake news e leva caso à Justiça: “A verdade precisa prevalecer”

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Curiosidades

Em tempos em que uma postagem pode ganhar o mundo em poucos minutos, a verdade às vezes corre atrás do prejuízo.

Foi exatamente esse cenário que atingiu a Universidade Federal de Rondonópolis nos últimos dias. Informações compartilhadas nas redes sociais colocaram em dúvida a lisura de um processo de transferência de uma estudante — levantando suspeitas de favorecimento e irregularidade.

Diante da repercussão, a reitora Analy Castilho Polizel de Souza veio a público para esclarecer: não houve qualquer ilegalidade.

Segundo ela, o procedimento seguiu um rito técnico e jurídico rigoroso, como exige a legislação das universidades federais. Todo pedido de transferência, explicou, passa pela análise da Procuradoria Federal, órgão ligado à Advocacia-Geral da União, responsável por validar a legalidade dos atos administrativos.

Em outras palavras:

não é uma decisão individual — é um processo institucional.

Outro ponto sensível, que gerou indignação nas redes, também foi rebatido: a estudante não ocupou a vaga de outro candidato. Ou seja, não houve prejuízo a terceiros, como chegou a ser divulgado.

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Quando a informação vira problema jurídico

A repercussão do caso ultrapassou o debate acadêmico.

Sem resposta aos pedidos de retirada das publicações, a universidade decidiu acionar juridicamente os responsáveis. A Advocacia-Geral da União já foi mobilizada para ingressar com ações cíveis e criminais.

A medida sinaliza um posicionamento mais firme da instituição diante da disseminação de conteúdos considerados falsos.

Uma instituição ainda em construção — e sob vigilância pública

A UFR é uma universidade jovem, criada recentemente e ainda em processo de consolidação. A própria reitora já destacou, em outras ocasiões, a importância de respeitar os trâmites legais em cada etapa da construção institucional. 

Esse contexto ajuda a entender por que qualquer questionamento ganha grande repercussão: há um olhar atento da sociedade sobre cada decisão.

O que está por trás disso tudo?

Casos como esse vão além de uma denúncia isolada. Eles revelam:

  • o poder das redes sociais em formar opinião rapidamente
  • o risco da desinformação quando não há checagem
  • e o desafio das instituições públicas em manter transparência e credibilidade
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Quando a informação chega distorcida, o dano não é só institucional — ele atinge pessoas, reputações e a confiança coletiva.

A fala da reitora não foi apenas uma defesa administrativa. Foi também um recado direto:

 processos públicos seguem regras

 acusações precisam de prova

 e informação sem verificação pode virar problema na Justiça

No meio de tudo isso, fica uma lição simples — mas cada vez mais urgente: antes de compartilhar, é preciso conferir.

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Cidades

Penduricalhos: o que mudou nos salários de juízes e promotores no Brasil?

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Tem um assunto que voltou com tudo nos bastidores — e que mexe direto com o bolso do brasileiro:

os chamados “penduricalhos” do Judiciário e do Ministério Público.

Mas calma… antes de qualquer opinião, vamos explicar o que está acontecendo de verdade.

O que são esses “penduricalhos”?

No linguajar popular, “penduricalho” virou o nome de:

  • auxílios
  • gratificações
  • indenizações
  • benefícios extras

Ou seja: dinheiro além do salário base.

Na prática, são valores que entram no contracheque, mas muitas vezes são classificados como “indenização” — e por isso ficam fora do teto constitucional. 

 Esse teto hoje gira em torno de R$ 46 mil, que é o salário de um ministro do STF.

O que mudou agora em 2026?

Depois de decisões do Supremo Tribunal Federal, dois órgãos importantes entraram em ação:

Eles aprovaram uma nova regulamentação nacional para esses pagamentos.
 A regra começa a valer já nas folhas de pagamento de 2026.

Na prática: o que a nova regra diz?

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A ideia vendida é:

“organizar,” “padronizar” e “dar transparência”.

Mas olha como funciona de verdade:

 1. Criou limite… mas ainda permite extras, os benefícios extras agora têm um teto de até 35% do salário Só que ainda existe outro adicional:

35% por tempo de serviço (quinquênio)

 Resultado possível:

 Um juiz pode chegar a até R$ 78 mil por mês 2. Alguns “penduricalhos” foram cortados

A nova regra extingue vários benefícios, como:

  • auxílio combustível
  • auxílio natalino
  • licença compensatória automática
  • auxílio educação automático

Esses foram incorporados ou eliminados.

3. Mas outros continuam (e são oficiais)

A regulamentação mantém vários pagamentos, como:

  • auxílio saúde
  • diárias de viagem
  • indenização por férias não tiradas
  • gratificação por acúmulo de função
  • adicional por tempo de carreira

 Agora tudo isso está legalizado e padronizado. 

Traduzindo pro povo entender

Antes:

  • tinha muito benefício espalhado
  • cada tribunal fazia do seu jeito
  • muita coisa parecia “por fora”

 Agora:

  • tudo virou regra nacional
  • continua existindo
  • só que com nome, limite e padrão
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Em outras palavras: 

 não acabou… foi organizado o ponto polêmico

Aqui entra o debate que tá pegando fogo:

 Para alguns:

  • agora tem mais transparência
  • acabou a bagunça

 Para outros:

  • os benefícios continuam
  • só foram “oficializados”
  • e ainda permitem salários bem acima do teto

Inclusive, críticos dizem que:

 o que antes era chamado de “excesso” agora virou “direito reconhecido” 

E o impacto no bolso público?

Esse é o ponto mais sensível.

Dados recentes mostram:

  • bilhões pagos acima do teto nos últimos anos
  • grande parte da carreira recebendo acima do limite

 E com a nova regra:

  • o controle aumenta
  • mas o custo continua alto

Nossa  Conclusão: 

No fim das contas, o que aconteceu foi o seguinte:

 O governo não acabou com os penduricalhos Também não liberou geral no entanto, o que fizeram foi:

colocar regra, limite e padronização

Mas a discussão continua:

  • é privilégio?
  • é direito?
  • é necessário pra função?

 Essa resposta não vem só da lei…

vem da sociedade.

 

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