Roda de conversa sobre violência contra a mulher se transforma em movimento coletivo de solidariedade e resistência feminina no município.
Pedra Preta encerra Agosto Lilás com roda de conversa e maior manifestação feminista da história do município em apoio à prefeita Iraci Souza
Cidades
O município de Pedra Preta (MT) preparou um momento histórico quarta-feira (27).
O encerramento do Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, ganhou um novo contorno após um episódio que chocou a cidade: as agressões verbais direcionadas à prefeita Iraci Ferreira de Souza durante sessão da Câmara Municipal.
O evento, organizado pelo Conselho dos Direitos da Mulher em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, foi realizado às 18h30, na sede do Rotary Club. A atividade principal foi uma roda de conversa “Enfrentando a violência contra a mulher com informação e acolhimento”.
Mais do que um espaço de reflexão, a programação se transformou em um ato coletivo de apoio à prefeita e de repúdio ao machismo na política. Mulheres de Pedra Preta decidiram, por iniciativa própria, ampliar o encontro, mobilizando lideranças femininas locais, representantes de Rondonópolis e de cidades vizinhas. A expectativa foi de que o evento fosse a maior manifestação feminista da história do município.
Segundo organizadoras, a proposta era mostrar que Pedra Preta não se cala diante das diferentes formas de violência – sejam elas físicas, psicológicas ou políticas. “A roda de conversa foi além de debates. Queremos acolher, fortalecer e dizer que não estamos sozinhas. Cada mulher aqui é resistência”, afirma uma das integrantes do Conselho dos Direitos da Mulher.
O episódio envolvendo as ofensas à prefeita gerou forte repercussão em todo o estado e trouxe à tona uma pauta urgente: a necessidade de combater a violência política de gênero e assegurar às mulheres o direito de exercer seus cargos sem ataques misóginos.
Assim, o que seria apenas o encerramento de um mês de conscientização, tornou-se também um grito coletivo por respeito, igualdade e justiça. Pedra Preta mostra que a luta das mulheres não é apenas simbólica — é real, urgente e cada vez mais unida.
Cidades
Jornalistas se reúnem em Rondonópolis para discutir os desafios da profissão e fortalecer a categoria
Encontro reuniu profissionais experientes, novos jornalistas, universidade e sindicato e colocou em pauta a criação de uma subsede do SINDJOR-MT no município
Quem vive de notícia sabe: o jornalismo mudou — e mudou muito.
Do tempo em que rádio, jornal impresso e televisão eram as principais vitrines da informação à velocidade dos portais, celulares e redes sociais, a forma de produzir e consumir notícias se transformou completamente. Mas uma coisa continua a mesma: por trás de cada informação existe um profissional responsável por apurar, conferir, ouvir os envolvidos e colocar o próprio nome naquilo que publica.

Cerca de trinta jornalistas e comunicadores estiveram presentes
Foi dessa realidade que jornalistas de diferentes gerações se reuniram em Rondonópolis para conversar sobre o presente e, principalmente, sobre os caminhos que a profissão precisa seguir daqui para frente.
Uma palestra que aproximou quem já acumula décadas de experiência de quem está chegando agora ao mercado. Entre os participantes estavam o professor Lawrenberg Advíncula, coordenador do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat); o jornalista Lucas Perrone, um dos profissionais com longa trajetória na imprensa e que compartilhou experiências vividas ao longo da carreira, especialmente os desafios enfrentados por quem trabalha na imprensa local; além de Itamar Perenha, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (SINDJOR-MT).
Durante a conversa, outros profissionais fizeram uso da palavra e ajudaram a construir o debate. Eduardo Ramos, Marcelo Marreta, Isabel Torres, Débora Camila, Edileusa e William Moreira compartilharam experiências, lembranças e diferentes momentos de suas trajetórias no jornalismo.
De um lado estavam os veteranos, do outro estavam os “focas” — expressão tradicionalmente utilizada no jornalismo para identificar aqueles que estão dando os primeiros passos na profissão.
EXPERIÊNCIA E NOVOS CAMINHOS
Mais do que falar sobre as mudanças tecnológicas, o encontro mostrou a importância de aproximar profissionais que, apesar de estarem em momentos diferentes da carreira, enfrentam muitos dos mesmos desafios.
A rotina mudou. As ferramentas mudaram. A velocidade aumentou. Mas a responsabilidade de informar continua sendo uma das principais marcas da profissão.
E foi justamente dessa aproximação entre diferentes gerações que surgiu uma proposta concreta: a criação de uma subsede do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso em Rondonópolis.
A ideia encabeçada por Cristóvão Alves Rossana Arruda e Macsuel é aproximar ainda mais o SINDJOR-MT dos profissionais que atuam no município e na região, criando um espaço de representação mais próximo da realidade enfrentada pelos jornalistas do interior.
Para quem está começando, significa ter mais proximidade com a entidade que representa a categoria. Para quem já está na estrada há anos, representa a possibilidade de fortalecer uma estrutura de organização profissional construída ao longo do tempo.
No fim das contas, o encontro mostrou que, independentemente de quando cada um começou no jornalismo, existe algo que continua unindo todas essas gerações: a vontade de contar histórias, levar informação à sociedade e defender a importância de um jornalismo responsável e próximo das pessoas.
A proposta de aproximação entre sindicato e profissionais de Rondonópolis agora abre um novo capítulo para a categoria no município e na região.
