Penduricalhos
Penduricalhos: o que mudou nos salários de juízes e promotores no Brasil?
Cidades
Tem um assunto que voltou com tudo nos bastidores — e que mexe direto com o bolso do brasileiro:
os chamados “penduricalhos” do Judiciário e do Ministério Público.
Mas calma… antes de qualquer opinião, vamos explicar o que está acontecendo de verdade.
O que são esses “penduricalhos”?
No linguajar popular, “penduricalho” virou o nome de:
- auxílios
- gratificações
- indenizações
- benefícios extras
Ou seja: dinheiro além do salário base.
Na prática, são valores que entram no contracheque, mas muitas vezes são classificados como “indenização” — e por isso ficam fora do teto constitucional.
Esse teto hoje gira em torno de R$ 46 mil, que é o salário de um ministro do STF.
O que mudou agora em 2026?
Depois de decisões do Supremo Tribunal Federal, dois órgãos importantes entraram em ação:
Eles aprovaram uma nova regulamentação nacional para esses pagamentos.
A regra começa a valer já nas folhas de pagamento de 2026.
Na prática: o que a nova regra diz?
A ideia vendida é:
“organizar,” “padronizar” e “dar transparência”.
Mas olha como funciona de verdade:
1. Criou limite… mas ainda permite extras, os benefícios extras agora têm um teto de até 35% do salário Só que ainda existe outro adicional:
35% por tempo de serviço (quinquênio)
Resultado possível:
Um juiz pode chegar a até R$ 78 mil por mês 2. Alguns “penduricalhos” foram cortados
A nova regra extingue vários benefícios, como:
- auxílio combustível
- auxílio natalino
- licença compensatória automática
- auxílio educação automático
Esses foram incorporados ou eliminados.
3. Mas outros continuam (e são oficiais)
A regulamentação mantém vários pagamentos, como:
- auxílio saúde
- diárias de viagem
- indenização por férias não tiradas
- gratificação por acúmulo de função
- adicional por tempo de carreira
Agora tudo isso está legalizado e padronizado.
Traduzindo pro povo entender
Antes:
- tinha muito benefício espalhado
- cada tribunal fazia do seu jeito
- muita coisa parecia “por fora”
Agora:
- tudo virou regra nacional
- continua existindo
- só que com nome, limite e padrão
Em outras palavras:
não acabou… foi organizado o ponto polêmico
Aqui entra o debate que tá pegando fogo:
Para alguns:
- agora tem mais transparência
- acabou a bagunça
Para outros:
- os benefícios continuam
- só foram “oficializados”
- e ainda permitem salários bem acima do teto
Inclusive, críticos dizem que:
o que antes era chamado de “excesso” agora virou “direito reconhecido”
E o impacto no bolso público?
Esse é o ponto mais sensível.
Dados recentes mostram:
- bilhões pagos acima do teto nos últimos anos
- grande parte da carreira recebendo acima do limite
E com a nova regra:
- o controle aumenta
- mas o custo continua alto
Nossa Conclusão:
No fim das contas, o que aconteceu foi o seguinte:
O governo não acabou com os penduricalhos Também não liberou geral no entanto, o que fizeram foi:
colocar regra, limite e padronização
Mas a discussão continua:
- é privilégio?
- é direito?
- é necessário pra função?
Essa resposta não vem só da lei…
vem da sociedade.
Cidades
Apoio político fortalece projeto de Paulo José e acende disputa por vaga federal em MT
Nos bastidores da política mato-grossense, movimentos silenciosos costumam dizer mais do que discursos públicos. E foi justamente nesse clima de articulação que o nome de Paulo José Correia ganhou novo fôlego ao confirmar sua filiação ao Partido Progressista (PP), com vistas a uma pré-candidatura a deputado federal.
A decisão não veio isolada. Teve peso, influência e, principalmente, o aval de uma das principais lideranças políticas do estado: o ex-governador Mauro Mendes.
A aproximação entre os dois não é recente. Ao longo dos últimos anos, eles dividiram agendas, projetos e, sobretudo, estratégias que conectaram o Governo do Estado com a realidade de Rondonópolis.
Paulo José, que já ocupou cargos importantes como secretário de Habitação, chefe do escritório de representação em Brasília e presidente do Sanear, construiu uma trajetória marcada por atuação técnica e articulação política. Essa experiência, segundo aliados, foi determinante para consolidar a confiança de Mauro Mendes.
Mesmo quando estavam em partidos diferentes, o diálogo entre ambos se manteve aberto. Dessa relação surgiram obras que hoje fazem parte do cotidiano da população, como a pavimentação de distritos industriais, a ponte da W-11 e o anel viário — intervenções que ajudaram a redesenhar a infraestrutura urbana e logística da cidade.
Em declaração recente, Paulo José destacou que a relação com Mendes ultrapassa a política. “Nasceu um respeito mútuo e uma amizade saudável. Ele me convidou para integrar seu grupo político, apoiando a reeleição do governador Otaviano Pivetta, e hoje é um dos maiores incentivadores da minha pré-candidatura,” afirmou.
Nos bastidores, uma conversa decisiva aconteceu na véspera do prazo final de filiações partidárias. Segundo relatos, Mauro Mendes relembrou a contribuição de Paulo José em iniciativas habitacionais, especialmente no intercâmbio de experiências que ajudaram a fortalecer o programa “Ser Habitação.” A vivência acumulada em projetos que resultaram em mais de 30 mil moradias em Rondonópolis foi citada como exemplo prático de gestão.
Agora, com o cenário político começando a ganhar forma, Mauro Mendes — que também se movimenta como pré-candidato ao Senado — sinaliza uma possível “dobradinha” com Paulo José. A estratégia, segundo ele, pode ampliar a representatividade de Mato Grosso em Brasília.
“Temos experiência e disposição para fazer os enfrentamentos que a população espera,” pontuou o ex-governador.
Enquanto isso, nos corredores políticos e nas ruas, o nome de Paulo José passa a circular com mais. Em um cenário ainda em construção, alianças como essa ajudam a desenhar não apenas candidaturas, mas também o peso que cada grupo pretende ter no futuro político do estado.
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