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Regularização

Câmara aprova programa para regularizar imóveis dos distritos industriais e impulsionar novos investimentos em Rondonópolis

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A Câmara Municipal de Rondonópolis aprovou, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (15), o Projeto de Lei nº 2.705/2026, que cria o Programa Municipal de Regularização dos Imóveis dos Distritos Industriais (PROREG-DI).

A proposta, enviada pelo Poder Executivo em regime de urgência, recebeu 12 votos favoráveis e cinco contrários na votação da urgência. Em seguida, o mérito do projeto foi aprovado por 16 votos favoráveis.

A iniciativa tem como objetivo regularizar a situação dos imóveis pertencentes ao município localizados nos distritos industriais, garantindo mais segurança jurídica para as empresas, atualização cadastral, fortalecimento do patrimônio público e um ambiente mais favorável para novos investimentos.

Na avaliação dos defensores da proposta, a regularização permitirá que empresários tenham maior tranquilidade para ampliar seus negócios, acessar linhas de crédito e realizar novos investimentos, o que pode refletir diretamente na geração de empregos e no fortalecimento da economia de Rondonópolis.

O presidente da Comissão de Comércio da Câmara e integrante do Conselho de Desenvolvimento Industrial de Rondonópolis (Codipi), vereador Ibrahim Zaher, destacou que o projeto atende uma antiga reivindicação de empresários instalados, principalmente, no Distrito Industrial da Vila Operária, que há anos enfrentam dificuldades para regularizar seus imóveis.

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Apesar de reconhecer a importância da matéria, Zaher afirmou que o Legislativo teve pouco tempo para analisar o texto antes da votação. Mesmo assim, vereadores apresentaram emendas para ampliar a transparência e aperfeiçoar o programa.

Entre as principais mudanças aprovadas está a ampliação do prazo para que empresários solicitem a regularização, que passou de 30 de setembro para 31 de dezembro. Outra alteração determina que os relatórios das áreas em processo de retomada também sejam encaminhados à Comissão de Comércio da Câmara, garantindo maior fiscalização e transparência. As emendas ainda abrem a possibilidade para que empresários que não conseguiram cumprir os requisitos anteriormente possam solicitar a regularização de seus imóveis.

Com a aprovação do projeto, a expectativa é de que o PROREG-DI contribua para destravar investimentos, fortalecer o setor industrial e criar um ambiente mais seguro para o crescimento econômico de Rondonópolis.

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Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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