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Qualificação que abre portas: vereador propõe curso gratuito para formação de motoristas em Rondonópolis

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Em uma cidade reconhecida como um dos principais polos logísticos de Mato Grosso, a qualificação profissional pode ser o caminho para transformar vidas. Pensando nisso, o vereador Afonso Aragão (Republicanos) apresentou uma indicação ao Poder Executivo propondo a criação de um curso gratuito para formação de motoristas nas categorias D e E da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A proposta chega em um momento oportuno, justamente no mês em que é celebrado o Dia do Motorista, profissão que movimenta a economia brasileira e exerce papel fundamental no desenvolvimento de Rondonópolis. A intenção é facilitar o acesso da população ao mercado de trabalho, oferecendo capacitação para um setor que constantemente demanda profissionais qualificados.

Rondonópolis abriga algumas das maiores transportadoras do estado e ocupa posição estratégica no cenário logístico nacional. Com o crescimento do transporte de cargas e passageiros, a procura por motoristas habilitados nas categorias D e E segue em alta, criando oportunidades para quem busca uma nova profissão ou deseja ampliar suas possibilidades de emprego.

Para Afonso Aragão, investir na formação de mão de obra é uma medida que beneficia tanto os trabalhadores quanto as empresas instaladas no município.

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“O município precisa fomentar essa mão de obra para o mercado de trabalho. Rondonópolis tem como um de seus principais pilares o transporte e precisamos preparar profissionais para atender essa demanda”, afirmou o vereador.

Outro ponto destacado pelo parlamentar é o incentivo à participação feminina no setor. Nos últimos anos, o número de mulheres caminhoneiras tem crescido em todo o país, quebrando paradigmas e conquistando espaço em uma profissão historicamente ocupada por homens. Na avaliação de Afonso, oferecer formação gratuita pode ampliar esse movimento, promovendo independência financeira e novas oportunidades para as mulheres rondonopolitanas.

Caso a indicação seja acolhida pela Prefeitura, o curso poderá garantir gratuitamente a formação de novos condutores nas categorias D e E, ampliando o acesso ao mercado de trabalho e fortalecendo ainda mais um dos segmentos que mais impulsionam a economia local.

A proposta reforça um debate cada vez mais presente em Rondonópolis: investir na qualificação profissional como estratégia para gerar emprego, renda e desenvolvimento. Em uma cidade que cresce impulsionada pela força do agronegócio e da logística, preparar trabalhadores para atender às demandas do mercado pode representar mais oportunidades para centenas de famílias.

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Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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