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Futuro

Rondonópolis projeta mobilidade até 2049 com pacote de obras na BR-163/364

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Curiosidades

A mobilidade urbana de Rondonópolis poderá passar por uma das maiores transformações das últimas décadas.

Em evento realizado na tarde desta quinta-feira, a concessionária Nova Rota do Oeste apresentou o projeto de reestruturação da travessia urbana da BR-163/364, um conjunto de intervenções que pretende preparar a cidade para o crescimento populacional, econômico e logístico previsto até o ano de 2049. A proposta ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para ser incorporada ao contrato de concessão. 

A WebTV Mato Grosso esteve presente na apresentação e acompanhou, em primeira mão, os detalhes do planejamento que promete mudar a forma como motoristas, caminhoneiros e moradores circulam pela principal rodovia que corta o município.

O projeto contempla um trecho de aproximadamente 9 quilômetros, entre a Ponte sobre o Rio Vermelho, na BR-364, e o Posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-163. Ao longo desse percurso, estão previstas obras que incluem a construção de três novos viadutos, cerca de oito quilômetros de vias marginais, 23 novos acessos (agulhas) para organizar as entradas e saídas da rodovia, além de um amplo sistema de iluminação e adequações na sinalização. 

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Durante a apresentação, imagens em 3D mostraram como ficará a nova configuração da rodovia. Um dos destaques é o dispositivo em desnível previsto para o cruzamento da Avenida Arapongas, considerado um dos pontos estratégicos para melhorar a fluidez do trânsito e reduzir os conflitos entre veículos que utilizam a rodovia e aqueles que circulam pela cidade.

A proposta nasce diante de uma realidade conhecida pelos moradores. Rondonópolis cresceu, expandiu seus bairros e consolidou-se como um dos principais polos do agronegócio brasileiro. O aumento do número de veículos leves e pesados fez com que a travessia urbana da BR-163/364 se tornasse um dos maiores desafios de mobilidade da cidade. Nos horários de pico, congestionamentos, dificuldades de acesso aos bairros e riscos de acidentes fazem parte da rotina de milhares de pessoas.

Segundo a Nova Rota do Oeste, o objetivo é transformar a rodovia em um corredor mais seguro e eficiente, separando o tráfego de longa distância do trânsito urbano. A expectativa é reduzir os pontos de conflito, melhorar os acessos aos bairros, aumentar a fluidez do tráfego e oferecer mais segurança para motoristas, motociclistas e pedestres. 

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Outro ponto destacado durante o evento é que o planejamento foi elaborado considerando o crescimento da cidade nas próximas décadas. A projeção apresentada pela concessionária leva em conta o aumento da frota de veículos, a expansão urbana e o fortalecimento de Rondonópolis como um dos principais corredores logísticos do Centro-Oeste, responsável pelo escoamento da produção agrícola de Mato Grosso em direção aos portos brasileiros. 

Apesar da apresentação do projeto, as intervenções ainda precisam cumprir etapas técnicas e regulatórias. O plano foi encaminhado para análise da ANTT, que avaliará a viabilidade da inclusão das obras no contrato de concessão da rodovia antes da definição do cronograma de execução. 

Caso aprovado, o conjunto de obras deverá representar um novo capítulo na infraestrutura de Rondonópolis, acompanhando outros investimentos já em andamento na região, como a construção do Viaduto do Trevão. A expectativa é que essas intervenções contribuam para uma cidade mais preparada para o futuro, reduzindo gargalos históricos e tornando o trânsito mais seguro e eficiente.

 

 

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Cidades

Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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