Rondonópolis
Equipe da Prefeitura busca conhecimento na capital para educação de neurodivergentes
Rondonópolis
O vice-prefeito Altemar Lopes e o secretário de Educação, Carlos Pereira Júnior cumpriram agenda institucional em Várzea Grande e Cuiabá, nessa segunda-feira (13), buscando uma troca de conhecimento sobre educação de neurodivergentes.
A equipe da Prefeitura de Rondonópolis acompanhada da neuropsicóloga responsável pelo Projeto Autismo na Escola, Erica Rezende e a vereadora Kalynka Meirelles estiveram na escola municipal Apolônio Frutuoso da Silva em Várzea Grande para conhecerem as práticas pedagógicas voltadas para crianças atípicas.
Em Cuiabá visitaram o Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa para se inteirarem sobre as práticas de reabilitação e os serviços prestados. E, para avaliarem as práticas inclusivas e o suporte a alunos com deficiência, estiveram no Centro Estadual de Educação Inclusiva.
Encerraram o dia percorrendo a escola Estadual de Ensino Especial Livre Aprender para saber mais sobre a estrutura e metodologia de ensino especial aplicada na unidade.
O vice-prefeito avaliou as apresentações de projetos relacionados à inclusão e atendimento a pessoas com deficiência como proveitosas, o conhecimento adquirido contribuirá para o projeto a ser elaborado em Rondonópolis a partir deste ano na área de saúde e educação como trabalho em conjunto para melhor atender as crianças.
De acordo com o secretário Carlos Pereira Júnior, atualmente o município dispõe de aproximadamente 50 salas de recursos distribuídas nas unidades de ensino, porém apenas 17 estão aparelhadas para acolher alunos neurodivergentes. As demais salas serão aparelhadas pela nova gestão que assumiu neste ano.
Algumas escolas municipais ainda não possuem a sala de recursos, por isso a Secretaria de Educação está elaborando projeto para atender toda e rede de ensino de forma que nenhum aluno seja excluído da assistência que precisa e merece.
“A equipe saiu animada ao ver que temos todos os meios para implantar esse modelo na nossa cidade”, afirmou Carlos Pereira Júnior.
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
