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A Primavera Seca em Rondonópolis o Desafios da Natureza
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Enquanto muitos lugares do Brasil se preparam para a chegada da primavera com flores e cores vibrantes, aqui em Rondonópolis, a realidade é um pouco diferente.
A primavera traz consigo o fenômeno da ” seca”, um período que desafia a população e encanta os amantes da natureza de uma maneira única.
Geralmente essa estação do ano se estende de setembro a novembro, é marcada pela baixa umidade do ar e pela escassez de chuvas e dias quentes e ensolarados, são acompanhados de noites frescas, criando um contraste que, embora desafiador, também revela a beleza da paisagem local. As árvores, que antes estavam verdes e cheias de vida, começam a perder suas folhas.
Para a agricultura, essa época é um teste constante. “A falta de chuva prejudica as plantações e aumenta os custos com irrigação”, explica João Silva, um agricultor local. “Estamos sempre torcendo para que as chuvas cheguem a tempo, enquanto isso, precisamos nos adaptar.” Muitos agricultores têm investido em técnicas de irrigação mais eficientes e na plantação de culturas mais resistentes à seca.
Nem tudo é negativo. Esse fenômeno da natureza traz também um espetáculo para os olhos. Rondonópolis se transformam em um espetáculo de cores quentes, com tons de amarelo e marrom dominando. Os amantes da fotografia e da natureza aproveitam essa época para registrar a beleza das árvores secas e do céu azul, quando possível pois essa e a época de queimadas e na maioria do tempo, um clima esfumaçado prevalece.
Embora a primavera seca em Rondonópolis traga desafios, ela também é um lembrete da força da natureza e da capacidade de adaptação dos rondonopolitanos. E possível apreciar a beleza que se esconde até mesmo nos momentos mais difíceis como a floradas dos ipês . A esperança por dias de chuva e renovação continua viva no coração da cidade, enquanto todos aguardam ansiosos pela chegada do tão esperado período chuvoso.
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No mês da conscientização da Escoliose, especialista alerta que atenção ao corpo é a melhor prevenção
O Junho Verde é o mês internacional de conscientização da escoliose. A campanha tem o objetivo de alertar para a importância do diagnóstico precoce. De acordo com especialistas, a escoliose se desenvolve de forma sutil e, na grande maioria das vezes, não causa dor imediata. Em crianças, pais e educadores físicos devem prestar atenção à falta de simetria, principalmente em ombros, quadris e costelas.
Segundo o médico ortopedista e especialista em cirurgia de coluna, Felipe Rodrigues, a escoliose tem tratamento cirúrgico, mas este é limitado a poucos casos, pois não são todos os pacientes que têm indicação para cirurgia. “A maior indicação é a prevenção dessa escoliose. Desta forma, fica um alerta para os pais, para os professores na escola e para os educadores físicos, para observarem se há uma assimetria no ombro, no quadril ou uma costela mais saliente. E também o que chamamos de gibosidade, que é aquela paciente com uma corcundinha um pouco mais avantajada. Assim, esta criança tem a indicação para fazer um exame e acompanhamento médico no tempo de crescimento ósseo, que é a cada 6 meses com raio-X e outros exames”, explicou.
Além da prevenção e do reforço da conscientização do Junho Verde por meio das sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e a Sociedade de Escoliose, Felipe Rodrigues ressalta que ainda há uma ausência de participação a ser preenchida pelo setor público. “Sentimos um pouco de falta de um auxílio público por parte das prefeituras, de levar para as escolas esta conscientização, de ter esse acompanhamento, porque isso pode evitar casos mais graves. Se essa escoliose não for tratada e identificada corretamente com o passar do tempo, ela pode ficar muito grave, correndo risco até de vida”, destacou.
Ainda neste ponto de uma maior participação da saúde pública municipal, o especialista explica que exames simples em épocas diferentes do ano escolar podem fazer a diferença quando falamos em prevenção. “É possível desenvolver um programa para que tenhamos esse acompanhamento, um olhar para as crianças em idade escolar. Por exemplo, toda vez que forem fazer uma matrícula, no começo do ano e no meio do ano, ou quando forem fazer a rematrícula numa escola, fazer uma avaliação, que é um exame muito simples: a criança vai ficar de pé, com um top para as meninas ou sem camiseta para os meninos, e eles vão fazer um exercício de flexão. Se aparecer essa gibosidade ou uma assimetria de ombros e quadril, a gente já pode pedir alguns exames e determinar se o paciente tem escoliose ou não”, explicou.
Por fim, o médico reforça que a escoliose é uma doença silenciosa, na maioria das vezes sem indicação cirúrgica. Mas, em caso de necessidade de intervenção cirúrgica, é um procedimento complexo. Para não chegarmos a esses casos extremos, com a prevenção, o acompanhamento de um especialista e exercícios, a qualidade de vida das pessoas com escoliose é melhorada consideravelmente.
Os três tipos de Escoliose:
Escoliose Idiopática: É um tipo de escoliose que vai progredindo e não possui uma causa definida. Ela se desenvolve conforme o crescimento ósseo da criança — sendo mais frequente em meninas a partir da menarca (primeira menstruação), por volta dos 10 a 11 anos de idade.
Escoliose Congênita: É aquela com a qual o indivíduo já nasce, decorrente de alguma malformação óssea na estrutura da coluna durante a gestação.
Escoliose do Adulto: Este tipo surge mais pelo desgaste natural do corpo. É mais comum em pacientes de idade mais avançada e vai se desenvolvendo com o passar do tempo.
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