Rondonópolis
Prefeitura recupera frota do transporte coletivo e amplia atendimento à população
Rondonópolis
Quando a atual gestão do prefeito Claudio Ferreira assumiu a administração municipal, a frota da Autarquia Municipal do Transporte Coletivo (AMTC) estava operando com apenas 22 dos 50 ônibus disponíveis. Esse cenário comprometia o atendimento à população, resultando em alteração nas linhas e falha nos horários. Atualmente, já são 45 ônibus em circulação na cidade.
Diante da situação inicial, o prefeito solicitou uma ação para recuperar a frota o mais rápido possível. O coordenador técnico da AMTC, Paulo Sérgio, explica que uma equipe foi montada para atender à demanda e garantir a retorno dos veículos ao transporte público. “Com empenho de toda a equipe, em menos de 40 dias conseguimos colocar mais de 40 ônibus em circulação”, destacou Paulo Sérgio.
Ao assumir a gestão, a equipe encontrou veículos parados há mais de oito meses devido à falta de manutenção. “Faltavam pneus, compressores de ar, câmbios, para-brisas e até mesmo volantes. Era um verdadeiro descaso”, afirmou o coordenador.
Agora, a meta da Prefeitura é colocar 100% da frota em operação nos próximos dias. Atualmente, todas as linhas da tabela 1 já estão sendo atendidas integralmente.
Para garantir o bom funcionamento dos veículos, a manutenção preventiva está sendo realizada a cada 5 mil quilômetros, com revisão completa dos ônibus.
“Toda a equipe está se dedicando para atender bem a população. Nosso objetivo é melhorar cada dia mais, trazendo dignidade para o transporte público, que é um compromisso da nova gestão”, concluiu Paulo Sérgio.
A população pode entrar em contato com a AMTC para sugestões ou reclamações pelo telefone da Ouvidoria (66) 99908-1802.
Cidades
No mês da conscientização da Escoliose, especialista alerta que atenção ao corpo é a melhor prevenção
O Junho Verde é o mês internacional de conscientização da escoliose. A campanha tem o objetivo de alertar para a importância do diagnóstico precoce. De acordo com especialistas, a escoliose se desenvolve de forma sutil e, na grande maioria das vezes, não causa dor imediata. Em crianças, pais e educadores físicos devem prestar atenção à falta de simetria, principalmente em ombros, quadris e costelas.
Segundo o médico ortopedista e especialista em cirurgia de coluna, Felipe Rodrigues, a escoliose tem tratamento cirúrgico, mas este é limitado a poucos casos, pois não são todos os pacientes que têm indicação para cirurgia. “A maior indicação é a prevenção dessa escoliose. Desta forma, fica um alerta para os pais, para os professores na escola e para os educadores físicos, para observarem se há uma assimetria no ombro, no quadril ou uma costela mais saliente. E também o que chamamos de gibosidade, que é aquela paciente com uma corcundinha um pouco mais avantajada. Assim, esta criança tem a indicação para fazer um exame e acompanhamento médico no tempo de crescimento ósseo, que é a cada 6 meses com raio-X e outros exames”, explicou.
Além da prevenção e do reforço da conscientização do Junho Verde por meio das sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e a Sociedade de Escoliose, Felipe Rodrigues ressalta que ainda há uma ausência de participação a ser preenchida pelo setor público. “Sentimos um pouco de falta de um auxílio público por parte das prefeituras, de levar para as escolas esta conscientização, de ter esse acompanhamento, porque isso pode evitar casos mais graves. Se essa escoliose não for tratada e identificada corretamente com o passar do tempo, ela pode ficar muito grave, correndo risco até de vida”, destacou.
Ainda neste ponto de uma maior participação da saúde pública municipal, o especialista explica que exames simples em épocas diferentes do ano escolar podem fazer a diferença quando falamos em prevenção. “É possível desenvolver um programa para que tenhamos esse acompanhamento, um olhar para as crianças em idade escolar. Por exemplo, toda vez que forem fazer uma matrícula, no começo do ano e no meio do ano, ou quando forem fazer a rematrícula numa escola, fazer uma avaliação, que é um exame muito simples: a criança vai ficar de pé, com um top para as meninas ou sem camiseta para os meninos, e eles vão fazer um exercício de flexão. Se aparecer essa gibosidade ou uma assimetria de ombros e quadril, a gente já pode pedir alguns exames e determinar se o paciente tem escoliose ou não”, explicou.
Por fim, o médico reforça que a escoliose é uma doença silenciosa, na maioria das vezes sem indicação cirúrgica. Mas, em caso de necessidade de intervenção cirúrgica, é um procedimento complexo. Para não chegarmos a esses casos extremos, com a prevenção, o acompanhamento de um especialista e exercícios, a qualidade de vida das pessoas com escoliose é melhorada consideravelmente.
Os três tipos de Escoliose:
Escoliose Idiopática: É um tipo de escoliose que vai progredindo e não possui uma causa definida. Ela se desenvolve conforme o crescimento ósseo da criança — sendo mais frequente em meninas a partir da menarca (primeira menstruação), por volta dos 10 a 11 anos de idade.
Escoliose Congênita: É aquela com a qual o indivíduo já nasce, decorrente de alguma malformação óssea na estrutura da coluna durante a gestação.
Escoliose do Adulto: Este tipo surge mais pelo desgaste natural do corpo. É mais comum em pacientes de idade mais avançada e vai se desenvolvendo com o passar do tempo.
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