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Páscoa

Rondonópolis desacelera no feriado: veja como fica o comércio na Sexta-feira Santa e na Páscoa

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Cidades

Em Rondonópolis, o ritmo da cidade muda nos próximos dias. Com a chegada da Sexta-feira Santa e do Domingo de Páscoa, o comércio entra em modo especial de funcionamento — e exige planejamento de quem vai às compras.

A definição segue a Convenção Coletiva de Trabalho de 2026, firmada entre sindicatos patronal e laboral, que organiza o funcionamento em feriados e tenta equilibrar o movimento econômico com o direito de descanso dos trabalhadores. 

Sexta-feira Santa: portas fechadas e cidade mais silenciosa

Na sexta-feira, o cenário será de ruas mais tranquilas e vitrines apagadas.

O comércio varejista, de forma geral, não abre. A data é considerada feriado religioso e tradicionalmente respeitada com paralisação das atividades comerciais. 

Mas há exceções importantes:

  • Mercados, supermercados e açougues podem funcionar
  • A abertura desses estabelecimentos segue regras específicas da convenção
  • Serviços essenciais continuam atendendo normalmente

Esse movimento já é comum na cidade, principalmente porque o setor alimentício tem autorização para operar em feriados, ainda que com ajustes de horário ao longo do ano. 

Sábado: decisão fica na mão do lojista

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No sábado, o cenário muda.

A abertura do comércio será facultativa, ou seja, cada empresário decide se abre ou não. A tendência é de funcionamento parcial, principalmente no Centro e em regiões com maior fluxo.

A própria convenção coletiva ampliou horários aos sábados, permitindo atendimento mais flexível para impulsionar as vendas em datas estratégicas. 

Páscoa movimenta o comércio — mas com horário reduzido

Já no domingo de Páscoa, o comércio volta de forma tímida.

  • Parte das lojas abre em horário reduzido
  • Shoppings funcionam com expediente especial
  • Setores de alimentação e lazer ganham destaque

A data costuma puxar o consumo, principalmente de última hora — chocolates, presentes e encontros em família ajudam a aquecer o movimento, mesmo com limitações.

Mais que consumo: um momento de pausa

Mais do que números e vendas, o feriado ainda carrega um peso cultural forte.

A Sexta-feira Santa é marcada por silêncio, reflexão e tradições religiosas, enquanto a Páscoa representa renovação — algo que, mesmo com o comércio parcialmente ativo, ainda influencia o comportamento da cidade.

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Fique atento

A orientação para o morador é simples:

 se precisar comprar, antecipe

 evite deixar tudo para a última hora

e confira o funcionamento específico de cada loja

Porque, nesses dias, Rondonópolis não para — mas desacelera.

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Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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