Polícia
Entrega de medalhas valoriza dedicação dos policias que atuam na fronteira na Regional de Cáceres
Polícia
No mesmo evento, seis policiais foram agraciados com medalhas honoríficas pelos relevantes serviços prestados à instituição. A entrega das homenagens foi realizada no auditório da Diretoria Regional de Educação de Cáceres.![]()
As medalhas de Mérito Policial foram instituídas pela Lei Complementar nº 20 de 14 de outubro de 1992 e mantida pelo estatuto da Polícia Civil. Foram homenageados no evento duas policiais na categoria ouro, três policiais na categoria prata e quatro na categoria bronze.![]()
A delegada-geral, Daniela Maidel, destacou a importância de fazer esse agradecimento perante as famílias e a comunidade dos servidores, que são quem mais percebem como a vida do policial é difícil, como é necessário
“Essa homenagem é, na verdade, um agradecimento aos servidores por toda uma vida dedicada, 10, 20, 30 anos dos melhores momentos de suas vidas dedicados à Polícia Civil, abrindo mão de vários momentos familiares e sociais para se dedicarem à Polícia. Em especial na fronteira, que é um local com muitos desafios, com características muito próprias, então nada mais correto do que a Polícia vir até o local onde eles desenvolvem suas atividades e agradecer toda a dedicação desse servidor”, disse Maidel.![]()
Agraciada com medalha de ouro, a investigadora de polícia, Maria Aparecida Gonçalves Batista Pereira, falando em nome de todos os homenageados destacou que a palavra que poderia resumir o momento de alegria é “gratidão”, a Deus, aos pais, aos filhos, familiares e colegas de trabalhos ao longo da caminhada.![]()
“Gostaria de parabenizar a dra. Daniela pela descentralização das entregas das medalhas, fazendo com que nossos familiares participem desse momento ímpar na vida de cada um. É com muito alegria que eu recebo essa medalha e com muito orgulho do reconhecimento por essa nossa missão tão árdua, que compartilho essa amizade e essa felicidade com todos, fechando, entre aspas, minha carreira com chave de ouro”, disse a investigadora.![]()
O delegado Regional de Cáceres, Higo Rafael Ferreira de Oliveira, destacou a importância do evento, em que a presença da diretoria vem valorizar o policial civil tanto pelo tempo de serviço quanto com as medalhas de honra ao mérito, trazendo um fôlego novo aos policiais.![]()
“Nós estamos em um momento de resgate da imagem institucional da Polícia Civil na fronteira. O policial que atua na fronteira é um policial que tem um olhar reflexivo, que a toda hora tem que se reinventar, que não pode se acomodar e que sempre, independente das situações que encontra, tem que criar maneiras de atuar e investigar. Esse reconhecimento é um estímulo aos policiais, que traz um novo ânimo, uma nova moral para o nosso efetivo”, disse o regional.![]()
O diretor do interior, Walfrido Franklim do Nascimento, que atuou na Regional de Cáceres por mais de 10 anos destacou que era um momento de grande alegria poder rever os amigos e muitos novos policiais, possibilitando fazer uma viagem ao passado e rememorar momentos de grande importância em sua vida profissional.![]()
“Estar em Cáceres é relembrar o começo da minha carreira, as dificuldades enfrentadas, os amigos que nós criamos aqui e o aprendizado. Eu considero essa Regional como uma escola da Polícia e eu me sinto muito honrado de ter passado por aqui, por isso é uma alegria estar nesta regional entregando essa honraria ligado ao tempo de dedicação à Polícia Civil”, destacou o diretor.
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Fonte: Policia Civil MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
