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Equipe da Polícia Civil conhece estrutura do FBI e troca experiências com órgão de investigação norte-americano

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Representantes da Polícia Civil de Mato Grosso realizaram visita institucional, na última semana, ao Departamento Federal de Investigação (FBI), na cidade de Washington, capital dos Estados Unidos da América.

Os diretores de Atividade Especiais, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, e da Academia de Polícia, Fausto José Freitas da Silva, acompanhados do gerente de Operações Especiais, Frederico Murta, participaram do intercâmbio para conhecer os serviços de inteligência e segurança dos EUA.

Durante a viagem, os gestores da Polícia Civil visitaram a sede do FBI e a Academia da Polícia Metropolitana, onde conheceram a estrutura de funcionamento desenvolvida pela agência federal de investigação do país norte-americano.

A equipe de Mato Grosso participou de reuniões de trabalho, tratando sobre diversos assuntos relacionados à segurança pública, entre os quais a atuação de facções criminosas na América e a importância de coibir o avanço dessas organizações.

Os delegados também tiveram oportunidade de explanar sobre a realidade criminal nos municípios mato-grossense, atividades e técnicas de inteligência voltadas para o combate à violência, e da criação de ferramentas investigativas pautadas em tecnologia.

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Programação

A primeira visita, no dia 7 de maio, foi na cidade de Quantico, localizada no estado norte-americano da Virgínia. O local é conhecido por sediar a principal base e centro de treinamento do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos e onde está situada a Academia do FBI.

Na quarta-feira (08.05), os representantes da Polícia Civil de Mato Grosso foram à sede do FBI, em Washington. Além de reuniões, conheceram os setores administrativos e operacionais.

Na quinta-feira (09.05), a visita foi na Academia da Polícia Metropolitana de Washington. Houve também visita em uma edificação com cenários simulados, onde são desenvolvidos os treinamentos táticos e investigativos, oportunidade em que o grupo da Polícia Civil teve acesso a uma aula sobre abordagem, ministrada pelos instrutores da academia.

Já na sexta-feira (10.05) foram realizadas visitações complementares para conhecer a história e o trabalho de segurança pública nos EUA.

O diretor de Atividades Especiais falou sobre a experiência positiva, que possibilitou a troca de informações entre as instituições, resultando em elementos importantes e que, após estudo, poderão ser aplicados na Polícia Civil de Mato Grosso.

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“Foram dias intensos de conhecimento que certamente servirão para aprimorar as ações de repressão da criminalidade organizada em nosso estado”, destacou o diretor Vitor Hugo.

Para o gerente da GOE, delegado Frederico Murta, a visita à Academia do FBI foi produtiva, pois a instituição é referência mundial em investigação e segurança pública. “Como se trata de área militar restrita e onde não há visitação pública, sem dúvidas foi uma oportunidade única para nossa instituição em busca de avanços nas áreas de ensino e capacitação”, pontuou o delegado.

O diretor da Acadepol, Delegado Fausto Freitas, finalizou ressaltando a importância de se buscar parcerias dentro e fora do país, para proporcionar aos servidores da PJC conhecimentos sobre o que se tem de melhor em recursos e técnicas de investigação. “Tanto o FBI quanto o Departamento de Polícia Metropolitana de Washington-DC se colocaram à disposição para contribuir na qualificação dos nossos policiais, com cursos e materiais de estudo”, destacou Fausto.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Cidades

Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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