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Forças de segurança de MT apreendem 1 tonelada de cocaína e causam prejuízo de R$ 25 milhões ao crime organizado

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Uma operação conjunta do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), da Força Tática da Polícia Militar e da Delegacia Regional Pontes e Lacerda, realizada na região da fronteira com a Bolívia, na noite desta segunda-feira (25.11), apreendeu 1 tonelada de cloridrato de cocaína. A apreensão gerou um prejuízo de R$ 25 milhões ao crime organizado.

A droga estava armazenada em dois veículos, sendo uma caminhonete e um caminhão. A operação começou durante o patrulhamento de equipes do Gefron na estrada que liga Pontes e Lacerda à cidade de Vale do São Domingos (a 491 km de Cuiabá).

Os policiais tentaram abordar uma caminhonete F250, de cor prata, que fugiu para evitar a abordagem policial naquele momento. A atitude suspeita intensificou a mobilização das equipes de outras equipes do Gefron e da Força Tática do 12º Comando Regional da PMMT, com sede em Pontes e Lacerda, em buscas na região.

A fuga do condutor da caminhonete reforçou as suspeitas de envolvimento em atividades criminosas. Após diligências, foi avistada, em uma chácara já no município de Vale de São Domingos, a mesma caminhonete F250 e um caminhão.

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As equipes entraram na propriedade, mas não localizaram nenhum suspeito. O local parecia ter sido abandonado de forma recente. No primeiro veículo avistado, a F250, os policiais encontraram 15 fardos de cloridrato de cocaína. Já no caminhão, que estava escondido na mesma propriedade, também havia 15 fardos da mesma droga.

Os dois veículos, assim como a droga, foram transportados para a sede da Delegacia de Pontes e Lacerda para os encaminhamentos e destinação legal da droga.

Ninguém foi preso no momento da apreensão, mas as buscas e investigações prosseguem na tentativa de identificar os responsáveis pela droga.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Cidades

Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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