Polícia
Mais de 300 militares de MT estão mobilizados para capturar assassino de policial
Polícia
Mais de 300 militares de Mato Grosso estão mobilizados em uma força-tarefa para capturar o autor do assassinato do sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso, de 47 anos.
O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, explica que os militares foram mobilizados logo após o crime, que ocorreu na terça-feira (28.03), no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá.
Eles atuam, simultaneamente, em quatro frentes de trabalho, que se dividem em buscas terrestres e aéreas na área de atuação do 3º Batalhão, em Cuiabá, e em outras regiões do estado.
“O trabalho das forças de segurança só vai cessar quando o assassino do sargento Odenil Alves for localizado e preso. Essa é uma determinação do governador Mauro Mendes e um desejo de todos nós das forças policiais mato-grossenses. Estamos empenhados nessa missão”, enfatiza o secretário.
As buscas são desenvolvidas especialmente nas áreas dos comandos regionais de Cuiabá, Várzea Grande, e empregam equipes das forças especializadas das polícias Militar e Civil como Bope, Rotam, (operações aéreas), Cavalaria, GCCO e companhias de forças táticas.
As equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derfva) e Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) chegaram à identificação de Raffael Amorim de Brito, de 28 anos, apontado como executor do assassinato do sargento Odenil Alves.
A descoberta da identidade do criminoso foi feita por meio de análises de imagens de câmeras de monitoramento e outras diligências investigativas. A motocicleta, a roupa e os calçados usados por ele no momento do crime foram apreendidos.
Raffael é reincidente em práticas criminosas. Contra ele há mandados de prisão em aberto pelos crimes praticado com extrema violência, como roubo à mão armada e extorsão mediante sequestro.![]()
Fonte: PM MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
