Indicado pela coronel Grazielli, o novo comandante reforça o compromisso com programas estaduais de enfrentamento ao crime e quer aproximar ainda mais a polícia da comunidade.
Major Melesco assume comando da Força Tática de Rondonópolis e promete intensificar o combate à criminalidade na região sudeste de Mato Grosso
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Em uma solenidade marcada por reconhecimento e expectativa, o Major Melesco assumiu oficialmente o comando da Força Tática da Polícia Militar da região de Rondonópolis, unidade referência no combate à criminalidade no sul do estado. A indicação partiu da coronel Grazielli, que destacou o perfil técnico e a experiência do novo comandante para fortalecer as ações de segurança pública na região.
Com 18 anos de história, a Força Tática é considerada um dos braços mais estratégicos da Polícia Militar de Mato Grosso, atuando em operações de alto risco e em apoio direto às unidades do 5º BPM e demais batalhões da região sudeste. Sob a nova liderança, a unidade inicia um novo ciclo, com foco em intensificar os programas estaduais de segurança, como o Tolerância Zero e a Rede de Enfrentamento às Facções Criminosas.
Durante o ato de posse, o Major Melesco ressaltou que sua missão vai além da repressão ao crime: ele quer também reduzir o medo da população e reforçar a sensação de segurança em Rondonópolis e municípios vizinhos.
“Nosso compromisso é com a paz e com a confiança da sociedade. Vamos intensificar as operações estratégicas, mas também fortalecer o diálogo com a comunidade. Segurança se constrói com presença, inteligência e proximidade”, afirmou o novo comandante.
A coronel Grazielli, responsável pela nomeação, destacou a importância da Força Tática como instrumento de resposta rápida e eficiente do Estado diante de situações críticas. Segundo ela, a escolha do Major Melesco reflete a busca por liderança firme, técnica e comprometida com resultados.
“O Major Melesco tem uma trajetória sólida dentro da corporação e chega preparado para conduzir essa tropa com respeito, disciplina e foco em resultados que impactem positivamente o cidadão”, pontuou.
Ao longo dos anos, a Força Tática de Rondonópolis construiu uma reputação de eficiência e coragem, atuando em operações de combate ao tráfico de drogas, desarticulação de facções criminosas, patrulhamento tático e ações integradas com as forças de segurança estaduais e federais. Agora, sob nova direção, a expectativa é de ampliação dos programas de policiamento inteligente e aperfeiçoamento do uso de tecnologias no monitoramento de ocorrências.
O comando do Major Melesco representa também um novo momento de valorização do efetivo policial, com ênfase na capacitação dos agentes e na integração com órgãos municipais e estaduais. “A Força Tática é o braço forte da PM na linha de frente, mas também é o elo que traduz o compromisso da instituição com o bem-estar social”, destacou Melesco em seu discurso de posse.
Para os moradores de Rondonópolis e da região sudeste, a troca de comando renova as esperanças em um cenário de mais segurança e presença policial. A nova gestão promete não apenas reforçar o combate ao crime, mas também trabalhar pela reconstrução da confiança entre polícia e sociedade, um dos pilares centrais da política de segurança pública do Governo de Mato Grosso.
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Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
