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Mulheres são presas pela Polícia Civil em Cuiabá por golpe de R$ 16 mil na venda de veículo

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Duas mulheres foram presas em flagrante, nesta terça-feira (09), pela equipe da Delegacia Especializada de Estelionatos e Outras Fraudes de Cuiabá, após envolvimento em um golpe que causou um prejuízo de R$ 16 mil a uma vítima na compra de um veículo.

A vítima procurou a delegacia e contou que na terça-feira estava negociando a compra do veículo com o dono do carro e também manteve diálogo, ao mesmo tempo, com o intermediário da venda. Foi pedido à vítima para olhar o veículo e, caso gostasse, deveria fazer o Pix com o pagamento na conta que o intermediário informasse.

A vítima, de 51 anos, acreditando na transação e com as conversas em consonância, fez o pagamento no valor de R$ 16.400,00 uma conta em nome de uma mulher.

Ao tomar conhecimento do golpe, a equipe da Delegacia de Estelionatos fez diligências e chegou à identificação da mulher que recebeu o dinheiro. Ao ser localizada no trabalho, em uma loja de roupas infantis, a suspeita de 22 anos confirmou o recebimento do valor e disse que ‘vendia’ a conta por R$ 400 reais para receber dinheiro de golpes.

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Ela informou ainda que outra mulher, de 32 anos, foi quem comprou a conta. A segunda suspeita foi localizada em uma empresa de venda de alho.

As duas foram detidas em flagrante e encaminhadas à delegacia, onde foram autuadas pelo crime de estelionato. A investigação prossegue para identificar outros envolvidos no golpe do falso intermediário.

A Polícia Civil orienta a população a fica atenta a anúncios ‘vantajosos’ de venda e sempre verificar a origem do produto a ser adquirido.

Uma pesquisa realizada em 2023, pela empresa Silverguard, fintech especializada em segurança digital e proteção de dados, apontou que quatro, entre cada 10 brasileiros, já sofreram tentativa de golpes com uso do Pix e destes, 22% caíram nos golpes.

Para auxiliar a população em como proceder em casos de fraudes por meio eletrônico e evitar possíveis situações de estelionato, a Polícia Civil de Mato Grosso criou um canal exclusivo de orientação rápida e objetiva.

O projeto reúne a atuação das unidades especializadas no combate a golpes, especialmente em ambiente virtual – Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande e Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos, e tem como ideia central divulgar as informações de maneira fácil para que as vítimas tenham acesso rápido e saibam como proceder em casos de golpes ou fraudes eletrônicas.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Cidades

Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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