Polícia
Operação cumpre mandados e mira desarticulação financeira de grupo especializado em sequestros-relâmpagos
Polícia
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (04.09), mais uma fase da Operação Cativo Efêmero para cumprimento de mandados judiciais contra um grupo criminoso altamente organizado e especializado na prática de sequestros relâmpagos.
Foram cumpridos, na operação, dois mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva contra um dos envolvidos, todos em Várzea Grande. As buscas tiveram como objetivo apreender materiais e dispositivos eletrônicos, fundamentais para rastrear as movimentações financeiras e enfraquecer o fluxo de recursos da organização.
Nesta fase, as investigações tiveram como prioridade desarticular o núcleo financeiro do grupo criminoso, especializado em extorquir vítimas por meio de sequestros rápidos, forçando-as a realizar transferências bancárias imediatas sob ameaça de violência.
As investigações identificaram ainda um esquema montado pelo grupo, que envolvia a pulverização dos valores obtidos ilicitamente para múltiplas contas bancárias, dificultando o rastreamento dos recursos e tornando complexa a identificação da origem dos fundos.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, João Paulo Firpo, com base nos elementos apurados, a operação foi direcionada para desestruturar a rede de movimentação financeira que dava suporte às atividades criminosas.
“A apreensão de celulares e documentos, durante esta fase da operação, fornecerá mais informações sobre a extensão das atividades do grupo, com a perspectiva de novas ações voltadas para redução da capacidade operacional e financeira dos criminosos, sendo cruciais para desmantelar a logística financeira do grupo e impedir que continuem operando com impunidade”, disse o delegado.
O delegado titular da DERFVA, Diego Alex Martimiano da Silva, destacou ainda que a operação atinge diretamente a capacidade de operação do grupo criminoso e teve o objetivo de cortar seu fluxo de recursos e, consequentemente, suas ações violentas. “Por meio de investigações detalhadas, a DERFVA tem como objetivo não apenas capturar os criminosos envolvidos, mas também desmantelar a rede de suporte financeiro e logístico que sustenta essas atividades ilícitas”, ressaltou o titular da unidade.
Continuidade das investigações
As investigações continuam com a análise detalhada dos materiais apreendidos. A expectativa é que novas revelações levem à identificação de outros membros do grupo e de novas práticas criminosas.
A operação é parte de uma estratégia contínua da DERFVA para desmantelar a organização criminosa e impedir que ela continue obtendo lucros ilícitos às custas de vítimas inocentes.
A Polícia Civil incentiva a população a colaborar com as investigações por meio do Disque denúncia 197.
Cativo Efêmero
A operação é uma das principais investidas da DERFVA no combate ao crime organizado em Mato Grosso, com foco especial no enfrentamento dos sequestros-relâmpago em Cuiabá e Várzea Grande. O trabalho visa desmantelar quadrilhas especializadas nessa prática criminosa, que utiliza violência e coação para extorquir vítimas, geralmente por meio de transferências bancárias forçadas.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
