Search
Close this search box.

Polícia

Operação prende três envolvidos no comércio de armas de fogo roubadas de vigilantes em Cuiabá

Publicados

Polícia

A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá deflagrou, nesta sexta-feira (05.07), a Operação Arms Trade para cumprir sete mandados, entre prisões e buscas, contra uma associação criminosa que agia no comércio ilegal e roubo de armas de fogo na capital. Os investigados estão envolvidos também no roubo seguido de morte, ocorrido no ano passado, que vitimou um vigiante patrimonial.

As três prisões preventivas e quatro mandados de buscas foram cumpridos na capital.

A partir da apreensão de aparelhos celulares de dois envolvidos no latrocínio do vigilante Helton Ângelo Vobeto, de 49 anos, em abril de 2023, a equipe da Derf de Cuiabá conseguiu identificar os suspeitos que comercializavam as armas de fogo roubadas de vigilantes.

Latrocínio

Em 19 de abril do ano passado, a Derf prendeu o autor do latrocínio do vigilante morto durante o trabalho, na unidade do Sesi Papa, no Memorial João Paulo II, na capital. A vítima foi encontrada caída no pátio do memorial e arma que ele usava no trabalho não foi localizada.

Leia Também:  Em poucas horas quatro foragidos da Justiça são presos pela Polícia Civil

Na investigação para esclarecer o crime, a equipe policial identificou Paulo Henrique Corrêa Schneiker, de 27 anos, como o autor do latrocínio de Helton Volbeto. Ele foi preso em uma residência em Várzea Grande em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após representação da Derf Cuiabá.

Paulo é investigado por outros dois roubos a vigilantes em Cuiabá, um contra um hotel e outro em uma autarquia pública. Conforme a investigação, ele atuou da mesma forma nos três roubos, conduzindo uma motocicleta vermelha, sem placa, se fazendo passar por entregador e usando uma caixa térmica vermelha.

Em outubro do ano passado, Paulo Henrique foi condenado a 33 anos de prisão em regime fechado pelo latrocínio do vigilante.

“Até ser preso no ano passado, ele ficou se escondendo em diversos endereços. Nossas equipes operacionais e de inteligência não pararam o trabalho até que conseguíssemos chegar à prisão do autor desse crime covarde”, explicou o delegado Romildo Nogueira.

Com a continuidade das investigações, a delegacia especializada chegou à identificação de outros três envolvidos nos roubos a vigilantes e que comercializavam armas de fogo ilegalmente.

Leia Também:  Ação integrada fiscaliza 17 fazendas no norte de MT e aplica cerca de R$ 24 milhões em multa

Fonte: Policia Civil MT – MT

Propaganda

Cidades

Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

Publicados

em

Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

Leia Também:  Em poucas horas quatro foragidos da Justiça são presos pela Polícia Civil

Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

Leia Também:  Polícia Civil prende autor de roubo com reféns em empresa de entregas em Cuiabá

Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

Continue lendo

RONDONÓPOLIS

POLÍTICA

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA