Polícia
PM inaugura 4ª Companhia de Proteção Ambiental e reforça combate aos crimes contra a natureza em Sinop
Polícia
A Polícia Militar de Mato Grosso inaugurou, na manhã desta segunda-feira (17.06), a sede da 4ª Companhia Independente de Proteção Ambiental, localizada em Sinop. A nova unidade policial será responsável pela atuação no combate aos crimes ambientais na região Norte do Estado.
O prédio da 4ª Cia Ambiental fica localizado no bairro Setor Industrial Norte e recebeu investimento de R$ 1,3 milhão proveniente de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Estadual. A sede conta com infraestrutura moderna para atender as demandas administrativas e operacionais da PM.
O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, destacou que a entrega da nova unidade faz parte do compromisso do Governo do Estado em ampliar a Segurança Pública, proporcionando novas atuações de policiamento e combate aos crimes, com modernidade e tecnologia.
“Nosso Estado tem uma extensão territorial muito grande e o Governo tem investido muito na Segurança Pública, em especial, nas fiscalizações ambientais, onde implantamos novas unidades em Barra do Garças, Tangará da Serra e, agora, em Sinop. Vamos trabalhar com sistema de tecnologia interligado com a Secretaria de Meio Ambiente, com informações em tempo real sobre focos de incêndio e desmatamento, realizando o correto combate aos crimes ambientais”, ressaltou.![]()
O comandante da nova unidade, tenente-coronel Ziulmar Costa Silva, afirmou que a atuação da Companhia é especializada e voltada aos crimes ambientais, com uma equipe inicial de nove militares que possuem capacitações especiais voltadas para este tipo de policiamento preventivo.
“Estamos inaugurando uma nova unidade especializada, com efetivo correspondente às atribuições da área. A sede é para Sinop, mas nosso trabalho será prestado para toda a sociedade mato-grossense, com planejamento operacional para 26 municípios do Norte do Estado. Nossa primeira missão será a partir do dia 1º de julho, iniciando a vigilância ao marco proibitivo de queimadas, junto com todo o sistema de Segurança Pública”, pontuou.
O promotor de Justiça do Ministério Público Estadual, Pompílio Paulo Azevedo Neto, destacou a parceria com a Polícia Militar e parabenizou o trabalho da instituição em investimento no combate aos crimes ambientais.
“Em nome do Ministério Público, quero agradecer a confiança e parabenizar a PM, por essa conquista para o meio ambiente, Sinop e toda região. Estamos sempre juntos e vamos continuar trabalhando em parceria, na execução de políticas públicas voltadas ao meio ambiente. Parabéns ao Governo do Estado e a Polícia Militar”, finalizou.
Abrangência
Com sede em Sinop, a unidade está localizada de maneira estratégica para prestar apoio no policiamento no Norte de Mato Grosso, com atuação nos municípios de: Alta Floresta, Apiacás, Carlinda, Cláudia, Colíder, Feliz Natal, Guarantã Do Norte, Ipiranga Do Norte, Itaúba, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Canaã Do Norte, Nova Guarita, Nova Monte Verde, Nova Santa Helena, Nova Ubiratã, Novo Mundo, Paranaíta, Peixoto De Azevedo, Santa Carmem, Sorriso, Vera, Terra Nova Do Norte e União Do Sul.
Também participaram da solenidade o subchefe de Estado-Maior Geral da PMMT, coronel José Nildo de Oliveira; o comandante de Comando de Policiamento Especializado, coronel André Avelino Neto; a primeira-dama de Sinop, Scheila Pedroso; o deputado estadual Sebastião Rezende; o juiz de direito, Mário Augusto Machado; a promotora de Justiça, Roberta Cheregati Sanches, entre demais autoridades.
Fonte: PM MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
