Polícia
PM intensifica policiamento na região Norte e promove capacitações para militares
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A sétima edição da Operação Comando Itinerante da Polícia Militar de Mato Grosso percorreu, no mês de agosto, 16 municípios e distritos da região Norte do Estado. Em uma semana, a operação reforçou e intensificou o policiamento com o emprego de mais de 50 policiais militares e 12 viaturas das unidades especializadas da PMMT.
No período, a Polícia Militar reforçou suas ações ostensivas e repressivas nas áreas urbanas e rurais da região com abordagens, buscas e checagens. Estiveram presentes equipes do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Operações Especiais (Bope), Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Força Tática e Raio, além do efetivo regular desses municípios.
O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, ressaltou que a operação tem a finalidade de reforçar o efetivo da região, demonstrar a presença da PM e fazer com o que a população se sinta segura.
“O que fazemos aqui é a total aproximação da Polícia Militar. Quando fazemos essa operação, estamos juntos do nosso efetivo e da população, que confia e dá respaldo para a realização do nosso trabalho. Estamos presentes em todos os 142 municípios de Mato Grosso e, em cada visita de unidade militar, estamos fazendo atualizações e também formulando estratégias próprias para a execução de nossas ações e a garantia da segurança pública para todos os nossos cidadãos de bem”, destacou o coronel Mendes.
Entre as ocorrências atendidas durante a operação, a Polícia Militar retirou de circulação sete armas de fogo e apreendeu porções de drogas nos municípios de Itaúba, Guarantã do Norte, Marcelândia e Sorriso.
No mesmo período, a Polícia Militar realizou o 5º Curso de Direção Operacional realizado pelo Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), em Guarantã do Norte. Nesta edição, foram formados 19 policiais militares do 15º Comando Regional, quatro agentes da Força Aérea Brasileira (FAB) e um policial penal.
O subchefe de Estado-Maior Geral da PMMT, coronel José Nildo de Oliveira, apontou que o curso é voltado para a técnica na direção de veículos de urgência e emergência, e busca o aprimoramento contínuo dos profissionais de segurança pública.
“É sempre demonstrando o compromisso contínuo com a capacitação de alta qualidade. Este curso não apenas aprimora as habilidades dos policiais, mas também eleva os padrões de segurança e eficiência no atendimento a situações de emergência, consolidando-se como um pilar fundamental na formação dos profissionais que protegem a sociedade”, explicou.
Mais investimentos
Entre as visitas, o comandante-geral da PMMT também acompanhou o andamento das obras do Núcleo Militar e do Condomínio Residencial de Itaúba, que está em fase final de construção. As obras de modernização são realizadas pelo Governo do Estado e somam o investimento de R$ 5,3 milhões.
“Essas obras são grandes iniciativas do governador Mauro Mendes e darão mais conforto e estabilidade aos policiais que trabalham nessas regiões, que poderão ter uma infraestrutura moderna e adequada para realizarem seus trabalhos e também usufruírem de uma moradia digna para eles e seus familiares que os acompanham”, finalizou o comandante-geral.
Ao todo, durante a primeira semana do mês de agosto, a Operação Comando Itinerante percorreu os municípios de Guarantã do Norte, Novo Mundo, Peixoto de Azevedo, Matupá, Terra Nova do Norte, Nova Santa Helena, Itaúba, Nova Marcelândia, Cláudia, Sorriso, Nova Ubiratã, Santa Rita do Trivelato, Planalto da Serra e Nova Brasilândia.
Obras do NPM de Itaúba estão em fase final
Fonte: PM MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
