Polícia
Polícia Civil forma 17 profissionais em curso inédito de Operador e Instrutor de Pilotagem Policial
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Dezessete profissionais de Segurança Pública concluíram, neste sábado (07.09), o 1º Curso de Operador e Instrutor de Pilotagem Policial, ministrado pela Academia de Polícia Civil do estado de Mato Grosso.
A capacitação inédita para policiais civis no país, sendo realizada pela primeira vez pela Polícia Civil de Mato Grosso, buscou dotar os participantes de conhecimentos, habilidades, técnicas e capacitá-los à função de Instrutor de Pilotagem Policial, conferindo-lhes a competência de ministrar instruções, habilitações, treinamentos, aplicar avaliações e realizar as demais tarefas pertinentes à temática da pilotagem policial.
O curso foi realizado entre os dias 26 de agosto a 07 de setembro, contemplando aulas práticas e teóricas com disciplinas de mecânica e tecnologia embarcada, comboio e escolta, técnicas de pilotagem, pilotagem off-road, operacional, pilotagem defensiva, passiva e ofensiva, técnicas em dupla, entre outras.
Foram habilitados para atuar como instrutores 13 policiais civis, um policial rodoviário federal e três policiais militares.
O coordenador do curso, investigador Carlos Juliano Kunze, destacou que o método de pilotagem policial é consolidado em outros países e agora também está consolidado na Polícia civil do Estado de Mato Grosso.
“A pilotagem policial é aplicada em outras forças de segurança do Brasil, como a Polícia Federal e Polícia Militar, e agora passa a ser uma realidade na Polícia Civil, sendo Mato Grosso a primeira a aplicar esse método. Todos os instrutores passaram por diversas metodologias e agora estão preparados para difundir as técnicas aprendidas”, destacou.
Para o diretor da Acadepol, Fausto Freitas, o curso representa uma quebra de paradigmas e cita que morrem mais policiais com acidentes em viaturas do que até mesmo em confrontos armados.
“Aos novos instrutores, quero dizer que a missão não acaba aqui. Vocês agora são nossos professores e têm a tarefa de levar esse conhecimento aos demais profissionais integrantes da instituição. Vocês têm a responsabilidade de manter essa chama acesa, de se capacitar cada vez mais e conscientizar os colegas da importância de se observar as regras e técnicas de pilotagem e, com isso, certamente salvar vidas”, disse o diretor.
Representando os alunos da turma, a investigadora Thaíssa Figueiredo agradeceu a oportunidade de participar do curso. “É uma formação que busca, em primeiro lugar, preservar vidas policiais, pedestres e demais agentes de trânsito. Dentro das técnicas aprendidas, o policial atuará com um padrão que visa garantir a segurança e a eficiência da ação. A capacitação, com certeza, é um marco na gestão da Polícia Civil do estado de Mato Grosso”, disse a nova instrutora.
O delegado-geral adjunto, Rodrigo Bastos, esteve presente no encerramento do curso, destacou a importância da capacitação e apontou que a Polícia Civil de Mato Grosso está preparada para atuar de forma segura na pilotagem policial.
“É uma grande conquista para a Polícia Civil de Mato Grosso, que agora conta com profissionais preparados para garantir a segurança e preservar vidas dos nossos servidores durante a pilotagem em ações policiais, em que somos submetidos às maiores adversidades e ainda passar o conhecimento adquirido para outros colegas e instituições”, afirmou Bastos.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
