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Polícia Civil indicia seis envolvidos em crimes de roubo e organização criminosa em Itanhangá

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Tapurah, concluiu, nesta sexta-feira (18.10), o inquérito policial que apurou crimes de roubo e organização criminosa, ocorridos no município de Itanhangá e resultando no indiciamento de seis pessoas envolvidas.

Com base nas investigações, foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva contra os investigados. Quatro dos suspeitos já tiveram a ordem judicial cumprida e um continua procurado pela polícia.

O crime ocorreu em março deste ano, quando duas vítimas foram abordadas por criminosos armados no município de Itanhangá. Na ocasião, as vítimas chegavam em casa no seu veículo Chevrolet Cruze e foram surpreendidas por cinco ocupantes de um Ford Fiesta, dois deles, armados.

Após a abordagem, quatro criminosos desceram do Fiesta e colocaram as vítimas no banco traseiro do veículo Cruze. Dois dos assaltantes assumiram os assentos da frente do carro, enquanto os outros dois permaneceram no banco de trás com as vítimas.

Sob a escolta do Ford Fiesta, o grupo seguiu em direção ao município de Tapurah. Perto de uma lavoura no distrito de Novo Eldorado, as vítimas foram abandonadas com as mãos amarradas, enquanto os assaltantes fugiam com o veículo roubado.

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Com o desdobramento das investigações revelou-se que o Chevrolet Cruze foi utilizado pelos criminosos para a prática de um homicídio no município de Sorriso.

Conforme apurado, o roubo do veículo foi encomendado por um líder de uma organização criminosa que atua em todo o estado de Mato Grosso. O líder do grupo criminoso encontra-se atualmente preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Cidades

Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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