Polícia
Polícia Civil prende autor de tentativa de homicídio e roubo em pátio de Ciretran
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A equipe da Delegacia da Polícia Civil de Arenápolis identificou e prendeu um dos envolvidos em tentativa de homicídio ocorrida no centro da cidade, no dia 03 de janeiro. O autor do crime é integrante de uma facção criminosa e confessou a participação também no roubo ao pátio do Ciretran do município, no mês de dezembro.
O delegado de Arenápolis encaminhou nesta terça-feira (7) representação à Justiça pela prisão preventiva do autor dos crimes, que foi flagrado com entorpecente durante as diligências investigativas.
A ação policial faz parte do pacote de medidas Tolerância Zero ao Crime Organizado, lançado pelo Governo de Mato Grosso no ano passado, estabelecendo um marco decisivo no enfrentamento às facções criminosas que atuam no estado.
As investigações levaram os policiais civis ao bairro Bela Vista, que procuravam pela motocicleta utilizada na tentativa de homicídio. Em uma rua do bairro, a equipe localizou um homem já conhecido no meio policial. Durante a abordagem, ele foi flagrado com uma porção de pasta base de cocaína, o que resultou na prisão em flagrante por tráfico de drogas. No quintal da residência foi localizada uma das motocicletas roubadas do pátio do Ciretran, confirmando a participação do suspeito no roubo ao órgão público.
Durante o registro do flagrante, o suspeito, que completou 18 anos recentemente, confessou a participação na tentativa de homicídio. Ele disse que atua na função de ‘disciplina’ da facção criminosa. O crime foi ordenado contra um suposto membro de uma facção rival. Contudo, segundo seu depoimento, houve um erro na identificação do alvo, e uma pessoa inocente foi atingida pelos disparos.
Roubo no Ciretran
No dia 21 de dezembro, o suspeito detido e outros dois cúmplices renderam o vigilante do pátio do Ciretran e roubaram duas motocicletas e a arma de fogo da vítima.
O suspeito tem diversos registros criminais, alguns atos praticados desde a adolescência, como torturas, roubos, furtos e tráfico de drogas.
O delegado responsável pela ação, Hugo Abdon de Lima, destacou o empenho da Polícia Civil em garantir segurança à população. “Essa prisão é um importante para a elucidação de crimes recentes e no enfraquecimento de facções criminosas. Continuaremos trabalhando para que os envolvidos sejam responsabilizados”, afirmou.
As investigações prosseguem para localizar os demais participantes do roubo ao Ciretran e esclarecer outras ações atribuídas ao suspeito.
A Polícia Civil reitera a importância da colaboração da comunidade de Arenápolis e reforça o compromisso de manter a segurança pública como prioridade.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
