Polícia
Polícia Civil prende suspeito de aplicar golpe para comprar moto com R$ 8 mil em notas falsas
Polícia
A equipe da Delegacia de Polícia de Sinop prendeu em flagrante, nesta sexta-feira (05.07), um suspeito de 22 anos por aplicar um golpe na compra de uma motocicleta utilizando 160 notas falsas de cinquenta reais.
A investigação iniciou na quinta-feira, quando a vítima procurou a delegacia para denunciar o golpe ao perceber que as notas entregues pelo suspeito eram falsas. Durante o registro da denúncia, a vítima entregou um pacote com as notas usadas pelo golpista para comprar a motocileta, avaliada em R$ 8 mil.
Os policiais conseguiram identificar o suspeito após ele esquecer um ticket de registro de ponto de onde trabalhava, junto com o pacote das notas falsas. A prisão ocorreu no momento em que o investigado chegava à empresa para assinar a rescisão contratual.
A motocicleta da vítima foi apreendida na residência do suspeito, no bairro Jardim Paulista, e será devolvida ao proprietário.
O investigado disse que comprou as notas falsas pelas redes sociais e que pagou R$ 190, mas que a intenção era comprar, ao todo, R$ 50 mil em dinheiro falso.![]()
Após a checagem, os investigadores identificaram que o suspeito possui passagens criminais por homicídio e roubo em Sinop.
O delegado Sérgio Ribeiro Arruda explicou que as investigações continuam para identificar a origem das notas falsas.
“Continuamos em diligências para identificar de onde vieram essas notas e prender o responsável pela produção desse dinheiro para impedir a circulação de mais notas falsas”, detalhou.
O suspeito foi encaminhado para a 1ª Delegacia, onde foi autuado por estelionato e uso de moeda falsa e ficará à disposição da Justiça.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
