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Polícia Civil realiza operação em casa de eventos investigada por promover festas com drogas e menores

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A Polícia Civil de Mato Grosso, em ação conjunta com a Polícia Militar, realizou, neste sábado (22.2), uma operação em uma casa de eventos localizada no centro de Arenápolis (235 km de Cuiabá), investigada por suposta ligação com uma facção criminosa, tráfico de drogas e corrupção de menores.

As investigações tiveram início após denúncias de que o local estaria promovendo festas organizadas por integrantes de uma facção criminosa, facilitando a venda de drogas e permitindo a entrada e consumo de álcool por menores de idade,

A operação foi deflagrada durante um evento amplamente divulgado nas redes sociais, que contava com apresentações de DJs supostamente ligados a facções criminosas.

Durante a ação policial, foram encontradas e apreendidas diversas drogas com os frequentadores da casa de festas, como pinos de cocaína, trouxinhas de maconha, comprimidos de ecstasy e frascos de “loló”.

Além disso, os policiais identificaram cerca de 30 adolescentes no local, incluindo uma criança de apenas 11 anos e outros menores de 12 e 13 anos, todos ingerindo bebidas alcoólicas sem qualquer fiscalização ou controle. A cena reforçou as denúncias de que o estabelecimento não apenas permitia a presença de menores na casa de eventos, como também não coibia o consumo de substâncias ilícitas.

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Durante as buscas, a polícia encontrou drogas escondidas em bolsas, cintas modeladoras e até mesmo em mesas ocupadas por grupos de frequentadores. Entre os envolvidos estavam tanto maiores quanto menores de idade, sendo todos conduzidos à delegacia para os procedimentos legais.

Quatro pessoas foram autuadas em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e pelo artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que criminaliza o fornecimento de bebida alcoólica a menores.

“O caso reforça a preocupação das autoridades com o uso de casas de shows como pontos de disseminação de substâncias ilícitas. A casa de festas já vinha sendo monitorada devido a suspeitas de envolvimento com facções criminosas, que se aproveitariam do ambiente festivo para a comercialização de drogas, e a operação comprovou as denúncias”, afirmou o delegado de Arenápolis, Hugo Abdon.

A Polícia Civil segue acompanhando o caso e adotando medidas para coibir a atuação de facções criminosas na cidade.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Cidades

Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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