Polícia
Polícia Civil resgata jovem prestes a ser executado e apreende cerca de 20 quilos de droga em Araputanga
Polícia
Uma vítima que seria torturada e executada por integrantes de uma facção criminosa, no município de Araputanga, foi resgatada pela Polícia Civil na sexta-feira (04.10).
A rápida ação, deflagrada pela equipe da Delegacia de Araputanga, resultou ainda na prisão em flagrante de sete criminosos e na apreensão de quase 20 quilos de entorpecentes.
Na manhã de sexta-feira, os policiais civis receberam denúncia anônima sobre um carregamento de droga, escondido em uma área de mata na zona rural da cidade.
Com base nas informações, a equipe passou a diligenciar e, durante as buscas, localizou um tambor enterrado contendo vários tabletes de maconha e da substância conhecida como Skunk, munições de calibre 9 milímetros e outros materiais.
Em continuidade nas apurações para descobrir os responsáveis pelos quase 20 quilos de entorpecentes, os investigadores identificaram o primeiro suspeito, o qual foi avistado entrando em uma residência situada no centro de Araputanga.
De imediato foi realizado o cerco policial do imóvel e, diante da situação de flagrante por tráfico de drogas, os policiais civis entraram no imóvel e encontraram a vítima amarrada, com pés e mãos atados, prestes a ser executada pelos criminosos.
Na ocasião haviam oito suspeitos no local e de posse de mais quantidade de entorpecentes. Um deles conseguiu fugir e os outros sete acabaram presos em flagrante delito.
O delegado de Araputanga, Fabrício Garcia Henriques, destacou o sucesso da ação policial que, além de salvar a vida de uma pessoa, causou enorme prejuízo financeiro para a facção criminosa, uma vez que o carregamento apreendido ultrapassa o valor de R$ 380 mil no mercado ilícito.
“O local onde estava armazenada a droga era uma espécie de depósito para abastecimento gradual dos pontos de venda. Entretanto, o mais gratificante foi ter evitado a morte e resgatado um jovem que até então estava com seu destino selado”, disse o delegado.
Os sete suspeitos foram conduzidos para Delegacia de Araputanga, interrogados e autuados em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado tentado, tráfico de drogas, tortura e organização criminosa, cujas penas somadas podem ultrapassar 60 anos.
A Operação All In contou com apoio das equipes das Delegacias de São José dos Quatro Marcos e de Mirassol D´Oeste.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
