Polícia
Polícia Militar realiza operação com integração de unidades especializadas e reforça policiamento ostensivo em Sinop
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A Polícia Militar de Mato Grosso realizou, no final da tarde desta segunda-feira (17.06), o lançamento da operação Comando Itinerante – Edição Sinop. A operação visa intensificar o policiamento da cidade, com a presença de mais de 50 militares de diferentes unidades especializadas da instituição.
As ações de policiamento estão ocorrendo nas áreas urbanas e rodoviárias de Sinop, garantindo a ordem pública e a segurança da sociedade. Na cidade, estão sendo realizadas blitzes, pontos demonstrativos e abordagens, buscas e checagens em áreas com maiores incidências criminais.
O comandante-geral da PMMT, coronel Alexandre Corrêa Mendes, ressaltou que o principal foco da operação é trazer a sensação de segurança para os moradores da cidade, com presença nas áreas comerciais e residenciais, em contato direto com os cidadãos.
“É a terceira edição dessa operação, desta vez em Sinop, e estaremos atuando em locais que identificamos com grandes incidências de ocorrências, realizando saturações e abordagens, trazendo a sensação de segurança para a população. O objetivo é fazer com que todos os cidadãos de bem da cidade se sintam seguros com a presença da PM, pois essa é a nossa missão”, afirmou.
O subchefe de Estado-Maior Geral da Polícia Militar, coronel José Nildo de Oliveira, pontuou que a operação integra diferentes equipes e fortalece o papel da PM como uma das instituições responsáveis por trazer segurança à população.
“Essa operação tem por objetivo, a demonstração da presença da PM, mas também da união de toda a tropa, nessa integração entre as unidades especializadas e o efetivo local, todos com um objetivo em comum, que é manter a segurança da cidade”, finalizou.
O policiamento no município está sendo reforçado com os militares das equipes do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran) e Companhia de Rondas e Ações Intensivas Ostensivas (Raio) e também o apoio da Guarda Municipal de Sorriso. Também participam da operação, os militares do Corpo Musical e da 4ª Cia de Proteção Ambiental, inaugurada nesta segunda-feira (17).
Ação rápida
Uma caminhonete furtada, na madrugada desta terça-feira (18), foi recuperada pela Polícia Militar durante a atuação da operação Comando Itinerante. Um homem de 28 anos foi preso em flagrante e dois adolescentes apreendidos. Um simulacro de pistola também foi apreendido.
A PM recebeu denúncia, via 190, sobre o furto de uma caminhonete Hilux preta, no bairro Bom Jardim. Em diligências, o veículo foi visto entre as rodovias MT-140 e BR-163, momento em que os suspeitos fugiram em alta velocidade até a estrada Alzira, onde foram detidos.
Dentro do carro, os militares encontraram outros objetos furtados da vítima. Os suspeitos receberam voz de prisão em flagrante e foram conduzidos para a delegacia para registro da ocorrência.
Fonte: PM MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
