Polícia
Roubos e furtos reduzem até 88% em dois anos do programa Vigia Mais MT
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Os crimes contra o patrimônio tiveram uma redução de até 88% no número de ocorrências a partir de 2023, ano de implantação do programa Vigia Mais MT, segundo dados apresentados pelo Observatório de Segurança Pública, órgão de estatísticas da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).
Conforme os números do observatório, os dados de registros de roubos em geral (em comércios, residências, vias públicas e outros ambientes) apresentaram uma queda de 33% em 2024 na comparação com 2022, ano anterior ao Vigia Mais MT. De 6.213 ocorrências registradas em 2022, foram 4.170 em 2024.
Já a queda nos índices de furtos foi de 15% na comparação entre os mesmos anos. De acordo com o observatório, em 2022 foram contabilizadas 38.257 queixas, contra 32.670 registros em 2024.
O impacto positivo do serviço de videomonitoramento das câmeras do Vigia Mais também está mensurado nos roubos e furtos de veículos. Em 2022, Mato Grosso registrou 951 roubos de veículos. Já em 2024, caiu para 774 ocorrências, uma redução de 19%.
Em outras modalidades de crimes contra o patrimônio, como roubo de insumos agrícolas, carga e gado, os percentuais de redução foram ainda maiores. No roubo de gado, a queda foi de 88%. De 16 ocorrências, em 2022, despencou para apenas duas em 2024.
Os roubos de insumos agrícolas, que em 2022 registraram 83 ocorrências, diminuíram para 15 em 2024, uma queda de 82%.
O roubo de carga, que em 2022 registrou 293 casos, caiu para 85 em 2024, uma redução de 71%, segundo o relatório do Observatório de Segurança Pública.
O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, afirmou que o Estado constrói uma muralha digital com o programa Vigia Mais MT.
“Nesse curto espaço de tempo, o programa já se mostra benéfico à população mato-grossense. Os indicadores criminais desses primeiros dois anos são a prova disso. Sabemos que a tecnologia de videomonitoramento pode levar mais do que sensação de segurança à população, pois além de prevenir, intimidar a ação dos criminosos, como está acontecendo, nos permite esclarecer crimes usando as imagens das câmeras. Isso está acontecendo desde a instalação das primeiras câmeras. O governador Mauro Mendes, que idealizou pessoalmente o Vigia Mais MT, enxergou essa tecnologia como mais um recurso aplicado à segurança pública na busca por mais eficiência nos serviços prestados aos mato-grossenses”, observou o secretário.
Como funciona
Em Mato Grosso, já são 11,6 mil câmeras do Vigia Mais MT instaladas e integradas às centrais de operações da Segurança Pública e plataformas de acompanhamento via celular. O programa de videomonitoramento 24 horas em segurança pública do Governo de Mato Grosso começou a ser implantado em 20 de março 2023.
Por meio do Vigia Mais MT, o governo oferta gratuitamente as câmeras com equipamentos como nobreak, switch e armários aos municípios ou entidades, que firmam a parceria com assinatura de um processo de adesão. Quem adere, se responsabiliza com os custos da instalação e manutenção dos equipamentos.
Esses equipamentos estão em vias públicas, praças, rodovias e outros espaços públicos nos 126 municípios que, nesses dois anos, aderiram ao programa público de videomonitoramento.
Fonte: PM MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
