Polícia
Traficante é preso em flagrante pela Polícia Civil durante cumprimento de busca em residência de Rondonópolis
Polícia
Policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis cumpriram um mandado de busca e apreensão em um imóvel no bairro Antônio Geraldine, nesta quarta-feira (30.10), que resultou na prisão em flagrante de um traficante que vinha agindo na região.
A equipe de investigação apontou que G.R.S., de 30 anos, estava vendendo drogas como maconha e cocaína em sua residência. Ele também entregava os produtos ilegais usando seu veículo. No endereço, os policiais apreenderam uma camionete Toyota Hillux preta, além de diversos produtos sem comprovação de origem e dezenas de porções de maconha e cocaína.
Os policiais apuraram que o traficante vendia as porções de drogas a usuários da região em em bairros circunvizinhos, recebendo o pagamento em dinheiro, por meio de Pix ou em cartão de débito e crédito. Ele também aceitava como pagamento, produtos de furtos, entre eles perfumes e aparelhos eletrônicos.
Para vender a droga, o traficante combinava com os usuários de ir à residência rapidamente, a fim de não chamar atenção e serem abordados.
Nesta quarta-feira, durante cumprimento do mandado judicial de busca, os policiais avistaram o suspeito em frente ao imóvel, ao lado da caminhonete, quando ele foi abordado. Em busca dentro do imóvel foi apreendida uma sacola com porções de maconha e cocaína. Dentro de um forno elétrico havia uma balança de precisão.
Ele confessou que a droga era de sua propriedade e que há cinco meses estava comercializando o entorpecente na residência. G.R.S. foi preso em flagrante por tráfico, crime pelo qual já foi investigado em outras ocasiões pela Polícia Civil. Ele será apresentado em audiência de custódia nesta quinta-feira.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
