Polícia
Trio suspeito de tentativa de homicídio de mulher na madrugada é preso pela PM
Polícia
Policiais militares do 6º Batalhão prenderam, nesta quarta-feira (07.08), três suspeitos na tentativa de homicídio de uma mulher, no bairro Grande Paraíso, em Cáceres.
Conforme informações do boletim de ocorrência, os suspeitos invadiram a casa e atiraram contra a vítima, que foi baleada na região abdominal, tórax e costela. Ela foi socorrida por familiares até uma unidade de saúde.
As testemunhas relataram que elas e a vítima dormiam quando foram surpreendidas por suspeitos armados, que chegaram batendo nas portas e janelas da casa e se identificaram como policiais civis, por volta das 4 horas da manhã.
Na sequência, os suspeitos efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra a residência. Foi quando a vítima foi baleada. Após o ataque, os suspeitos fugiram em uma motocicleta para uma região conhecida como Pé de Galinha.
Os policiais militares foram informados pelas equipes da Agência Regional de Inteligência e da Força Tática da localização dos suspeitos na tentativa de homicídio.
Durante tentativa de abordagem, os suspeitos quebraram os aparelhos celulares. Na casa, foram encontrados 46 pinos de substância análogas à cocaína e diversos pacotes de embalagem tipo ziplock para armazenamento das drogas, além de duas munições calibre 380.
Um dos suspeitos alegou que apenas pilotou a motocicleta para o autor dos disparos e que o homem veio de Cuiabá para executar a vítima. Ele estaria em um hotel na região com a esposa e o filho.
Após o atentado, o suspeito ressaltou que abandonou a motocicleta em uma região de mata e acionaram um motorista por aplicativo para seguirem aos respectivos endereços.
Já o segundo comparsa alegou que não teria envolvimento no crime, mas estaria na região para comercializar entorpecentes a mando de uma facção criminosa. A mulher relatou que ficou responsável por ceder a casa para quadrilha.
Os militares realizaram buscas no referido hotel atrás do suspeito e pela arma utilizada no crime, mas não teve êxito. O trio foi encaminhado à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Fonte: PM MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
