Mundo
Comissão aprova suspensão de norma do Ministério da Justiça sobre assistência religiosa em presídios
Mundo
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo 229/24, do deputado Eli Borges (PL-TO), que suspende resolução do Ministério da Justiça sobre a assistência socioespiritual e a liberdade religiosa em presídios e casas de detenção.
A Resolução 34/24 do Ministério da Justiça, entre outras medidas, assegura a atuação de diferentes grupos religiosos em igualdade de condições e veda o proselitismo religioso, ou seja, a ação de tentar convencer ou persuadir indivíduos a aderirem a uma determinada fé ou crença religiosa.
A norma também veda a atuação de servidores públicos e outros profissionais como voluntários religiosos no mesmo presídio em que trabalham.
Para o relator, deputado Allan Garcês (PP-MA), esse ponto da norma restringe a liberdade religiosa: “É medida restritiva de direitos e contraria a própria Constituição Federal”, disse.
Allan Garcês recomendou a aprovação do projeto e apensados. “A sustação da resolução é medida de suma importância para assegurar o respeito à liberdade individual de crença e a não discriminação religiosa”, disse em justificativa.
Próximos passos
A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário.
O projeto precisa ser votado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Wilson Silveira
Fonte: Câmara dos Deputados
Curiosidades
O DIA EM QUE O BRASIL PAROU PARA CHORAR Ayrton Senna
Era 1º de maio de 1994. Um domingo que começou como tantos outros para os apaixonados por velocidade, mas que terminaria marcado para sempre na memória do Brasil e do mundo. Naquele dia, o país perdia não apenas um piloto, mas um símbolo de talento, garra e orgulho nacional.
Nascido em 21 de março de 1960, em São Paulo, Ayrton Senna da Silva demonstrou desde cedo uma habilidade fora do comum com o volante. Ainda criança, já chamava atenção no kart, onde iniciou uma trajetória que rapidamente o levaria aos maiores palcos do automobilismo mundial.
Sua estreia na Formula 1 aconteceu em 1984. Mas foi a partir de 1988, defendendo a equipe McLaren, que Senna entrou definitivamente para a história. Naquele ano, conquistou seu primeiro título mundial, iniciando uma era de domínio e rivalidade intensa com nomes como Alain Prost.
Ao longo da carreira, Senna acumulou três títulos mundiais (1988, 1990 e 1991), 41 vitórias e 65 pole positions — números que, mais do que estatísticas, representam uma forma única de pilotar. Na chuva, especialmente, ele parecia desafiar os limites da física, protagonizando corridas memoráveis que até hoje são reverenciadas.
Mas Ayrton Senna era mais do que um piloto. Fora das pistas, carregava um forte senso de responsabilidade social. Após sua morte, foi criado o Instituto Ayrton Senna, que até hoje desenvolve projetos voltados à educação de crianças e jovens em todo o país, perpetuando seu legado além do esporte.
O trágico capítulo final de sua história aconteceu durante o Grande Prêmio de San Marino, no circuito de Autódromo Enzo e Dino Ferrari, na Itália. Durante a corrida, o carro de Senna saiu da pista na curva Tamburello e colidiu violentamente contra o muro. A morte foi confirmada horas depois, aos 34 anos, causando comoção mundial.
O impacto foi imediato. No Brasil, milhões de pessoas acompanharam, com incredulidade e tristeza, a despedida de um herói. O velório, realizado em São Paulo, reuniu multidões e revelou a dimensão do amor que o país nutria por Senna.
Mais de três décadas depois, Ayrton Senna segue vivo na memória coletiva. Seu nome é sinônimo de excelência, determinação e paixão. Para muitos, ele não foi apenas um campeão — foi uma inspiração que ultrapassou gerações.
Hoje, ao lembrar mais um ano de sua partida, o sentimento é o mesmo: saudade. Mas também gratidão por tudo o que ele representou dentro e fora das pistas.
Ayrton Senna não foi apenas um piloto. Foi, e sempre será, um ídolo eterno do Brasil.
