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Comissão debate projeto da LDO de 2026 com a ministra Simone Tebet

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A Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional realiza audiência pública nesta terça-feira (1º) com a ministra do Planejamento, Simone Tebet, para discutir o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 (PLN 2/25).

O debate está marcado para as 14h30, no plenário 2.

A LDO estabelece as regras para a elaboração e a execução do Orçamento do ano seguinte. No projeto encaminhado ao Congresso em abril, o governo manteve a meta fiscal indicada na última LDO, que é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, ou R$ 34,3 bilhões. Para 2024 e 2025, a meta foi déficit zero; mas há uma margem de erro, também de 0,25%, para cima ou para baixo.

O projeto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento e pelo Plenário do Congresso até o dia 17 de julho. Isso porque o Executivo tem que enviar o projeto do Orçamento de 2026 (LOA) até o final de agosto. O relator da LDO de 2026 é o deputado Gervásio Maia (PSB-PB).

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Da Redação – MB

 

Fonte: Câmara dos Deputados

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Lei Maria da Penha completa 20 anos e reforça a luta contra a violência doméstica no Brasil

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Criada para proteger mulheres e garantir mais rigor no combate à violência, legislação segue como um dos principais instrumentos de defesa dos direitos femininos.

Há duas décadas, o Brasil dava um importante passo no enfrentamento à violência contra a mulher. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha chega aos 20 anos como um marco na defesa das vítimas de violência doméstica e familiar, tornando mais rígidas as punições aos agressores e ampliando a rede de proteção em todo o país.

Antes da criação da lei, muitas mulheres enfrentavam dificuldades para denunciar seus agressores e, em diversos casos, a violência era tratada apenas como um problema familiar. Com a legislação, a realidade começou a mudar. Hoje, além das medidas protetivas de urgência, a vítima pode contar com o apoio de delegacias especializadas, do Poder Judiciário, do Ministério Público e de serviços de acolhimento.

A lei recebeu esse nome em homenagem à farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, que sobreviveu a duas tentativas de feminicídio praticadas pelo então marido. Depois de anos buscando justiça, seu caso ganhou repercussão internacional e impulsionou mudanças na legislação brasileira para garantir uma resposta mais efetiva à violência contra as mulheres.

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Ao longo desses 20 anos, a Lei Maria da Penha também ajudou a ampliar o debate sobre um tema que durante muito tempo permaneceu escondido dentro de casa. A violência doméstica deixou de ser vista como um assunto particular e passou a ser reconhecida como uma violação dos direitos humanos.

Especialistas destacam que, embora a legislação tenha fortalecido a proteção às vítimas, o desafio continua sendo incentivar as denúncias, ampliar a rede de atendimento e promover ações de prevenção. O combate à violência passa não apenas pela punição dos agressores, mas também pela conscientização da sociedade e pelo apoio às mulheres que precisam romper o ciclo da violência.

Mais do que uma lei, a Maria da Penha representa a coragem de milhares de mulheres que decidiram denunciar, buscar ajuda e reconstruir suas vidas. Vinte anos depois, ela permanece como símbolo de resistência, justiça e da defesa do direito de viver sem violência.

Violência contra a mulher não é um problema privado. É uma questão que exige atenção, denúncia e o compromisso de toda a sociedade.

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