Rondonópolis
Estudantes do IFMS conhecem Frigorífico Municipal de Pescado de Rondonópolis
Rondonópolis
Nessa quinta-feira (13), 32 alunos dos cursos de Engenharia de Pesca e Tecnologia em Alimentos do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), do campus de Coxim, realizaram uma visita técnica ao Frigorífico Municipal de Pescado de Rondonópolis.
A visita proporcionou aos alunos uma oportunidade prática de entenderem os processos e normas aplicados no setor de processamento de pescado.
O secretário municipal de Agricultura e Pecuária, Ramon Borges Figueira, comentou sobre a vinda dos estudantes do estado vizinho. “É com grande prazer que recebemos os alunos de Mato Grosso do Sul. Eles nos solicitaram essa abertura e o município prontamente atendeu. Os estudantes estão entendendo toda a funcionalidade do frigorífico, conhecendo todos os parâmetros, normativas, normas técnicas, a parte de vigilância sanitária e o selo de inspeção municipal. O frigorífico está de portas abertas para receber todos os alunos que desejarem participar dessas visitas. Temos três técnicos aqui explicando todas as normativas, fazendo os cortes e o abate dos peixes para eles visualizarem isso na prática,” disse Ramon.

A professora de Engenharia de Pesca, Suelen Pines, ressaltou a relevância dessa vivência prática para os cursos oferecidos pelo IFMS. “Para ambos os cursos, é muito importante a vivência de um frigorífico. Nós não temos um frigorífico na nossa região. É fundamental que os alunos vejam todo o processo, desde a área suja até a área interna, a chegada dos peixes, passando pela evisceração, limpeza, embalagem, até os demais procedimentos. Isso é crucial para a formação dos nossos alunos que atuarão nessa área,” afirmou Suelen.
O estudante de Engenharia de Pesca, Hudson de Oliveira Pereira, compartilhou sua satisfação. “A visita foi muito gratificante, porque pudemos conhecer a parte prática. Saímos da literatura e aqui pudemos ver de fato como acontece no dia a dia,” declarou.
O frigorífico tem a capacidade de realizar de dois a três abates e processar de 8 mil a 10 mil kg de pescado por semana, o frigorífico beneficia diretamente 60 piscicultores da região.

Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
